Educação

Escola sem partido

Professores e estudantes vão à Câmara para barrar Escola Sem Partido em Marília

quarta-feira 13 de dezembro de 2017| Edição do dia

Na última segunda-feira (11), diversos setores da cidade de Marília compareceram à sessão da Câmara Municipal frente à notícia de que um projeto baseado no Escola Sem Partido poderia entrar em pauta, como havíamos divulgado aqui. Neste mesmo dia 11 a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a partir de sua coordenadoria de Marília, soltou um parecer apontando a inconstitucionalidade do projeto e rechaçando-o em diversos pontos.

Frente à pressão exercida pela presença de professores e estudantes de escolas e universidades da cidade, alguns vereadores comunicaram que o projeto não seria votado nesta segunda-feira, e que não haveria precisão clara. No entanto, neste momento, o projeto que foi redigido pelo vereador Marcos Custódio, do PSC, tramita em uma comissão interna da Câmara, e é possível que venha à tona em Fevereiro.

Alguns vereadores que foram dialogar com os presentes disseram que os manifestantes se “tranquilizassem”, pois “o projeto ficará apenas para o ano que vem” e “tem grandes chances de que não passe na Comissão de Justiça”. No entanto, até agora nada garante que o projeto não avançará na comissão e será colocado em pauta no início do ano que vem. Por isso temos que manter a politização desmascarando para a sociedade queos partidos do “Escola Sem Partido” defendem a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a censura dos professores e que os estudantes não tenham uma conscientização e formação critica sobre a realidade social nas escolas. Segundo que sabemos muito bem que movimento Escola sem Partido não visa necessariamente aprovar projetos nas Câmaras e Senado, mas sim que tem como objetivo político trazer à tona um debate ideológico para deixar os professores na defensiva nas escolas, com medo de perseguições por realizar qualquer discussão ou reflexão.

Esses partidos como PSDB, PSC, PP e DEM se vestem atrás da máscara do “sem partido” e da “neutralidade” para impor a sua ideologia e uma verdadeira mordaça sobre professores e estudantes nas escolas. A pluralidade se dá através da possibilidade das pessoas expressarem suas posições de forma clara e sincera, que sempre se enriquecem com o debate de posições divergentes. Já a neutralidade é uma mentira para impor uma única ideologia com o discurso de “não ter ideologia” ou de ser “neutro”.

Nós defendemos a pluralidade de ideias nas escolas, ao passo que o Escola Sem Partido defende que todo o debate crítico e posicionamento do professor em sala de aula é “doutrinação”. E isso porque são os mesmos partidos que votaram a favor da aprovação da Reforma Trabalhista e pressionam para a aprovação da Reforma da Previdência o mais rápido possível e para isso querem uma juventude – os futuros trabalhadores – sem consciência da realidade social que fica cada vez pior e que não se mobilize nas escolas em unidade com professores, funcionários, comunidade e outros trabalhadores contra, por exemplo, as absurdas Reformas da Previdência e Trabalhista que os partidos por trás do Escola Sem partido defendem.

Por isso, é necessário levantar a discussão e desmascarar o Escola sem Partido em cada local de trabalho e estudo. Fiquemos atentos para a próxima sessão da Câmara em fevereiro do ano que vem, quando poderá ser pautado, pois ele representa um enorme ataque sobre todas as LGBTs, negros e negras, mulheres, trabalhadores e trabalhadoras e estudantes no geral.

Abaixo, segue vídeo de alguns dos presentes na Câmara comentando sobre o que ocorreu:




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