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REPRESSÃO 15M

Polícia reprime brutalmente estivadores do Porto de Santos em ato contra a reforma da previdência

quarta-feira 15 de março| Edição do dia

Na manhã dessa quarta-feira os estivadores do Porto de Santos aderiram à jornada de paralisações e manifestações contra a reforma da previdência, que o golpista Temer tenta aprovar. Estavam realizando sua manifestação em frente ao Terminal da Brasil Terminal Portuário, no Saboó que reuniu centenas de trabalhadores, quando sem nenhum motivo foram brutalmente reprimidos pela polícia. Foi a primeira repressão da jornada de paralisações noticiada até o momento.

Balas de borracha, gás lacrimogêneo foram usados na repressão, que terminou deixando um trabalhador ferido, e obrigou a suspensão temporária da manifestação. Desde a madrugada os trabalhadores portuários integravam os atos em Santos em apoio ao movimento nacional contra a reforma trabalhista e da previdência. Desde o início do dia centenas de trabalhadores se concentravam em frente ao Posto 1 de escalação do órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo-Santos). De lá eles seguiriam até o terminal, onde também conseguiram bloquear parcialmente parte da Via Anchieta.

A equipe do jornal local A Tribuna registrou quando as viaturas do Baep (Batalhão de Ações da Polícia Militar) chegaram ao local. Em sua matéria contam que os policiais chegaram decididos a dispersar a manifestação, e que a repressão começou de surpresa. Os trabalhadores foram obrigados a dispersar até a Praça Mauá.

O governo golpista de Temer mostrou uma vez mais, com essa que foi a primeira repressão noticiada até o momento no dia de paralisação nacional, que não hesita em recorrer à violência contra os trabalhadores. Sobretudo, contra trabalhadores de setores tão estratégicos como são os do Porto de Santos. Como não conseguiu jogar a população contra os trabalhadores paralisados, a exemplo do que está ocorrendo em São Paulo com o apoio da população à paralisação dos metroviários, agora tentam desarmar a mobilização pela via da repressão. Os trabalhadores do Porto de Santos já denunciaram a repressão em fotos e vídeos que circulam pela internet, e demonstraram uma grande disposição de luta.




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