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ELEIÇÕES E REDES SOCIAIS

Perfis falsos levam #DebateBand a nono lugar nos trendings topics do twitter na Rússia

sexta-feira 10 de agosto| Edição do dia

A função trending topics da rede social Twitter filtra os assuntos mais comentados em determinado lugar. Na noite de ontem (09/08), durante a realização do debate presidencial na Band, a emissora promoveu a #DebateBand, que foi parar na nona posição dos trending topics, só que da Rússia.

Já é um fato de conhecimento geral que a maioria dos candidatos possuem grande número dos chamados bots, perfis falsos, entre seus seguidores. A utilização dos perfis falsos tem o propósito de inflar o chamado engajamento das publicações dos candidatos impulsionando a disseminação de suas publicações. Inclusive existem disponíveis muitos serviços de venda de pacotes de seguidores, em que da noite para o dia aqueles que desejarem podem chegar a milhares, ou centena de milhares de seguidores.

Conforme levantamento do instituto InternetLab, o candidato com maior quantidade de seguidores robôs é o senador Alvaro Dias (Podemos), com 60% de seus quase 410 mil seguidores sendo robôs. Colado com o senador, em segundo lugar, está o tucano paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), com 45,8% de perfis falsos. A lista continua com Marina Silva (Rede), com 36% e Jair Bolsonaro (PSL), com 34% - que no caso do deputado totalizam impressionantes 400 mil seguidores falsos.

O impacto das redes sociais nas eleições é inegável. Trump em 2016 além de se valer da mesma artimanha de inúmeros perfis falsos para inflar suas publicações no twitter, foi além com a divulgação do grande escândalo do envolvimento do Facebook que liberou o acesso de dados de seus usuários à empresa de consultoria Cambridge Analytica, que coordenou a campanha de Trump, que pode assim identificar potenciais perfis para a disseminação de fake news.

Nem mesmo as redes sociais estão livres do poder de dominação da burguesia com sua propaganda ideológica se valendo de diversos métodos para bombardear as pessoas, desde a compra de perfis falsos até a construção de institutos e imprensas para a disseminação de fake news ou propaganda ideológica, como as think thanks que dispõem.

No Brasil, o Facebook, impactado pela perda de mercado com a divulgação do escândalo nos EUA, tomou providências e desmantelou uma rede de divulgação coordenada de fake news ligada ao MBL, que contava com 196 páginas e 87 perfis. O que longe de causar alívio, demonstra a extensão da influência de tais métodos e o nível de exposição a que estamos submetidos.




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