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CONTRA O FECHAMENTO

PepsiCo: trabalhadores se mantém na planta protegendo sua fonte de trabalho

Nas primeiras horas do dia de segunda-feira, 26/06, centenas de trabalhadores e trabalhadoras da PepsiCo de Florida, em Buenos Aires, Argentina, decidiram entrar na planta frente ao lock-out da empresa e a ameaça de fechamento com 600 demissões. Todo apoio à luta dos trabalhadores argentinos!

terça-feira 27 de junho| Edição do dia

No dia 20 de junho, a multinacional PepsiCo anunciou o fechamento de sua planta no bairro de Vicente López, em Buenos Aires, Argentina. A decisão da empresa de coloca em risco a fonte de trabalho de 600 famílias.

Em uma assembleia realizada nesta segunda-feira, dia 26, os trabalhadores decidiram ingressas à planta em defesa de sua fonte de trabalho e da maquinaria da planta. Após ingressarem pacificamente, realizaram uma coletiva de imprensa para diversos meios de comunicação.

Lá denunciaram a ilegalidade da medida da empresa, que declarou um lock-out patronal enquanto suspende os trabalhadores e apresenta um Procedimento Preventivo de Crise sem fundamentos. Frente à ilegalidade explícita da empresa, os trabalhadores optaram por preservar, com o ingresso, a planta e suas fontes de trabalho. Asseguram que continuarão em luta até conquistar a reabertura e a reincorporação de todos.

Na conferência falaram os delegados da comissão interna e também trabalhadoras, que são grande parte da planta da fábrica. Foi muito importante a repercussão midiática que a medida operária teve. Os principais canais de TV e as rádios de maior audiência tiveram que propor-se a refletir a ação que se realizava em uma das empresas mais reconhecidas do mundo.

Durante a manhã também se realizou um ato. Acontece que entre as mais de mil pessoas que se aproximaram, haviam delegações operárias de distintas categorias.

Pela tarde, continuou chegando solidariedade. Além dos trabalhadores da AGR-Clarín, Mondelez Victoria y Pacheco, Fate e utras fábricas, estavam presentes legisladores da Frente de Izquierda que rechaçam as demissões. Estiveram presentes Nicolás del Caño e Christian Castillo (PTS-FIT), Néstor Pitrola (PO-FIT), Juan Carlos Giordano (IS-FIT), e mais cedo estiveram as deputadas Mónica Schlotauer (IS-FIT) e Nathalia González Seligra (PTS-FIT).

Também foram delegações de centros acadêmicos, organismos de direitos humanos e partidos políticos. Juntos organizaram o acompanhamento das “guardas” dentro do acampamento e nos arredores da fábrica, assim como as primeiras iniciativas para garantir um fundo de greve.

Nesta quarta-feira se espera a vinda de delegações sindicais que se comunicaram com os trabalhadores para fazer chegar sua solidariedade. Além disso, também se anunciarão novas medidas para os próximos dias.




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