Política

Para pré-candidato à presidência pelo PRB, Flávio Rocha, desigualdade social não é problema

“Se a desigualdade fosse um problema, seria um problema de muito fácil solução”, disse Flávio Rocha, filho do dono do grupo Guararapes (lojas Riachuelo), Nevaldo Rocha, e pré-candidato a presidente da república pelo PRB.

quarta-feira 18 de abril| Edição do dia

Ele afirma que a desigualdade social “não é um problema”, e que “se fosse, seria um problema de muito fácil solução”. É extremamente fácil falar isso sendo filho do sujeito que está na 20ª posição dos homens mais ricos do Brasil com cerca de R$2,4 Bilhões, explorando milhares de trabalhadores para continuar lucrando quantias como essa e dizer besteira como as que ele e seu pai dizem.

“Existe estudos até mais dramáticos que diz que a soma de cinco fortunas no Brasil que equivalem a soma dos 10% mais pobres. Acho que isso é uma visão equivocada do processo de geração de renda.”, como isso pode estar equivocado? É bem simples de entender na verdade: temos no mundo um punhado de famílias que contratam, e uma esmagadora maioria de pessoas que são contratadas por essas poucas pessoas. Cada uma dessas pessoas contratadas está gerando lucro para um patrão e recebendo uma quantia miserável pra conseguir voltar para seu posto de trabalho no dia seguinte. Com isso, esse punhado de famílias vai ficando mais “rica” financeiramente, enquanto os trabalhadores e a população sofrem o peso da crise internacional que é jogado em nossas costas.

“Uma sociedade próspera é aquela que consegue criar condições favoráveis para que haja o crescimento de acumulação de riquezas”. Claro, a “sociedade próspera” que capitalistas como Flávio querem é aquela onde os trabalhadores trabalhem o máximo de horas recebendo o mínimo possível. Assim podem garantir maiores taxas de lucro. Quanto menos capacidade de organização os trabalhadores tiverem, pra eles, melhor! Assim não conseguem se levantar pra reivindicar seus direitos e tudo o que nós trabalhadores produzimos e que portanto é nosso. Pra eles, quanto menos direitos os trabalhadores tiverem, melhor! Assim conseguem chicotear nossas costas mais facilmente.

Claro que pra ele a desigualdade “não é um problema”, é ela que mantém seus lucros e privilégios. Enquanto ele continua sendo o patrão, bilhões de pessoas são exploradas e oprimidas, em trabalhos precários e alienantes, passam fome e literalmente morrem de frio, morrem por ser mulher, por ser negro, por ser estrangeiro, por ser LGBT. São pessoas como ele que mantém o capitalismo de pé e nos impede de explorar nossas máximas potencialidades enquanto seres humanos.




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