Política

"GRUPO BRASIL" DO PT

PT tenta criar um “Grupo Brasil” para conter críticas à sua esquerda

Tentando conter os críticos e impedir que surja uma forte oposição a sua esquerda, o PT anuncia uma criação de um “grupo Brasil” para colocar, supostamente, uma agenda pela “esquerda”. Uma posição impossível para o partido aplicador dos ajustes e que está em acelerado giro à direita.

quarta-feira 1º de julho de 2015| Edição do dia

Foi noticiado pelo PT, pelo PCdoB e pela Folha de São Paulo a criação de uma “frente social pela esquerda” entre parlamentares do PT, do PCdoB, o MST, parlamentares do PSOL e diversos intelectuais e economistas que tem feito críticas ao segundo governo Dilma mas participaram ou do governo Lula ou até mesmo do primeiro mandato da presidente.

A adesão do PSOL a esta frente foi desmentida por seu presidente nacional e motivou também pronunciamentos de executivas regionais do partido, como fez a do Rio de Janeiro por exemplo, e também importantes figuras públicas deste partido como a ex-candidata a presidência Luciana Genro, que também declarou que esta não é posição deste partido.

O interesse do PT em construir uma frente neste momento é de buscar conter as críticas a sua esquerda quando este partido e o governo Dilma estão enfrentando uma crise e acelerada perda de popularidade.

O giro à direita de Dilma em todos os terrenos, da política externa com os EUA, reunindo-se com Obama nestes dias para negociar privatizações e propostas para tratado de livre comércio, nas diversas medidas de ataque aos trabalhadores como as MPs das pensões e seguro desemprego, os “ajustes” nos gastos sociais, especialmente na educação e o ataque aos direitos dos aposentados.

Este acelerado giro à direita de Dilma, também se combina com medidas econômicas como aumento da taxa de juros e inflação que fazem pesar sobre os trabalhadores os efeitos da recessão e o acelerado aumento no desemprego.

No plano “social” Dilma e o PT também giram à direita, deixando de defender contra a redução da maioridade penal para fechar um acordo com Serra e o PSDB que aumentará o tempo de detenção de jovens para 8 anos, na prática extinguindo o limitado Estatuto da Criança e Adolescente.

É neste cenário que o PT, junto ao PCdoB e seu aliado social mais próximo, o MST, busca efetuar manobras diversionistas que declaram rumos à esquerda para atrair críticos e, fundamentalmente, bloquear que surja uma forte alternativa a sua esquerda.

A luta contra os ajustes, contra a deterioração das condições de vida para a classe trabalhadora, contra os direitos e conquistas sociais mínimas como a maioridade penal que se faz necessária uma forte frente da esquerda e dos trabalhadores que organize um verdadeiro plano de lutas para derrotar este governo, os empresários e todos partidos do regime que negociam nossos direitos.

Nos próximos dias o Esquerda Diário elaborará artigos sobre que “frente” é necessária agora, dialogando com as propostas que tem sido feitas por diferentes grupos políticos que se colocam como oposição de esquerda ao governo Dilma e o PT.




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