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Os governos latino-americanos saúdam a Trump e mostram suas dúvidas sobre o futuro para a região

A vitória de Trump surpreendeu a maioria dos governos da América Latina, que haviam se manifestado a favor da vitória de Clinton para acentuar laços comerciais e diplomáticos.

quarta-feira 9 de novembro| Edição do dia

Os comentários prejudiciais para os latinos e principalmente o candidato republicano abriram uma interrogação sobre o futuro da relação com os Estados Unidos e dos acordos comerciais na região.

México foi o país com que o presidente eleito gerou as maiores controvérsias. Durante a campanha, Trump ameaçou deportar milhões de imigrantes mexicanos sem documentação, muito dos quais descreveu como estupradores e traficantes, e construir uma muralha na fronteira dos países que deveria ser paga por seu vizinho. “Mas além das questões que houveram durante a campanha, agora entramos em uma nova etapa, é a etapa na qual todos nós temos que trabalhar juntos para agir diante esta situação e eu creio que o país tem instrumentos, tem aliados, não estamos sós”, disse em rede nacional o subsecretário mexicano de Relações Exteriores, Carlos de Icaza. “Canadá, Estados Unidos e México formam uma grande interação econômica que é importante para ambos”.

Enquanto alguns presidentes se apresaram a saldar o triunfo de Trump, como o argentino Mauricio Macri que em sua conta no Twitter expressou “Felicito a @realDonaldTrump o seu triunfo e espero que possamos trabalhar juntos pelo bem dos nossos povos”. Ainda que a derrota de Clinton foi considerada uma decepção. “Uma pena não ver uma mulher tão capaz eleita para essa importante responsabilidade”, assinalou em sua conta do Twitter a chanceler Susana Malcorra. “Há de se fazer com que isto funcione”, disse a uma rádio local.

O chanceler chileno, Heraldo Muñoz assegurou que Trump “ tem questionado as políticas de imigração, as políticas comerciais, os tratados de livre comercio, as políticas de segurança. Há enormes interrogações que se abre”. “ No entanto, terá que se entender com Trump e dialogar com ele”, alegou.

Desde Brasil, Paraguai e Colômbia houve breves felicitações oficiais para Trump. O gigante sul americano de direita celebra a vitória de Trump. O deputado Jair Bolsonaro, brasileiro líder de extrema direita, comemorou a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos e disse que será candidato a Presidência do Brasil em 2018 para seguir o mesmo caminho: “Venceu aquele que lutou contra tudo e contra todos nos Estados Unidos. Em 2018 o Brasil tomará o mesmo caminho”, afirmou o dirigente do Partido Social Cristão (PSC) em uma mensagem em sua conta no Twitter.

Mas sem dúvidas a maior incerteza se recai sobre Cuba, cujas relações com Estados Unidos entraram em uma franca aproximação sobre a administração de Barack Obama, com alívios as restrições comerciais, financeiras e de viagens passadas, desde que o governo estadunidense impôs o bloqueio sobre a ilha. “Preparem-se para o que virá”, disse sem rodeios Tomás Gonzáles, engenheiro de 39 anos, à agencia Reuters pouco antes de tomar um ônibus para dirigir-se ao seu trabalho na La Habana. “Penso que com Trump voltaremos à época de George W. Bush. O bloqueio (embargo) seguirá por anos, mesmo com os esforços de Obama”.

Tradução: Leidilaine Miranda




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