Internacional

DEBATE PRESIDENCIAL ARGENTINA

Nicolas del Caño: único a dar como exemplo de combate ao FMI a luta do povo do Equador

terça-feira 15 de outubro| Edição do dia

Nicolás del Caño, candidato a presidente do PTS pela Frente de Esquerda Unidade, foi o único postulante à presidência que, no debate presidencial pela televisão deste domingo 13/10, fez questão em saudar “o povo irmão do Equador, que com seu levante nos está dando um exemplo de dignidade e de luta”. Del Caño resgatou as lições que saem desse país e sua relação com o FMI: contra as promessas demagógicas da campanha do candidato peronista Alberto Fernández (virtual novo presidente argentino) disse que “é impossível estar ao lado das grandes maiorias e aplicar as políticas do Fundo (FMI). A Frente de Esquerda já fez sua escolha, o capitalismo não é mais o único horizonte possível” e saudou também à juventude que se mobiliza no mundo pelo meio ambiente, aos movimentos de mulheres, aos que no Chile lutam por reduzir a jornada de trabalho e aqueles que nos EUA simpatizam com as ideias do socialismo.

Fez uma saudação ao exemplo do povo equatoriano, que mostrou como enfrentar o FMI e os ajustes dos governos da direita.

Um emocionante momento aconteceu quando ele pediu um momento de silêncio em homenagem aos trabalhadores indígenas e camponeses que morreram em luta no Equador.

Ademais, no tema da Venezuela, Del Cãno não deixou de afirmar categoricamente a submissão servil de Macri ao imperialismo norte-americano: "A postura da Frente de Esquerda é muito clara. Nunca apoiamos o autoritarismo de Maduro e suas políticas. Mas em verdade existe aqui uma hipocrisia enorme, porque Mauricio Macri é um lambe-botas que apoia a intervenção estrangeira dos Estados Unidos, é um lambe-botas de Trump. Mas não apenas Macri, também Sergio Massa, hoje membro da chapa Frente de Todos [de Alberto Fernández e Cristina Kirchner] saudou essa intervenção. Para nós é o próprio povo trabalhador venezuelano que tem de responder essa crise a seu favor"

Está política de independência de classe e anti-imperialista só pode ser exibida pela esquerda, que sabe sempre de que lado estar: ao lado dos trabalhadores, indígenas e camponeses equatorianos contra o FMI. Um grande exemplo para a esquerda brasileira.




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