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Moro fala de corrupção em Davos sem citar os escândalos de fake news e Flávio Bolsonaro

Hoje, terça (22), Sérgio Moro apresentou um painel em Davos sobre políticas de combate à corrupção para resgatar a credibilidade de governos sem nem citar os escândalos de fake news e do laranja da Família Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

terça-feira 22 de janeiro| Edição do dia

FOTO: Fabrice Coffrini/AFP

No evento em Davos, na Suíça, a 49ª edição do Fórum Econômico Mundial, ocorrem debates entre lideranças políticas de distintos países junto a órgãos como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise para salvar os lucros da catástrofe global, que os próprios capitalistas gestaram.

Na manhã de hoje, terça (22), o ministro da Justiça e Segurança Pública do governo brasileiro de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro, apresentou um painel no Fórum Econômico Mundial e fez jus a esta farsa. Sustentou que as políticas de combate à corrupção são uma forma de resgatar a credibilidade dos governos sem citar, obviamente, o escândalo de fake news pagas com caixa 2 que elegeu Bolsonaro e as investigações do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

Moro debateu por 1 hora a corrupção e o uso da tecnologia com o secretário de política industrial da Índia, Ramesh Abhishek, a presidente da Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, e o chefe do Facebook para ameaças perturbadoras (o departamento encarregado do combate a fake news), David Agranovich. No entanto, não abordou que o Judiciário fez vista grossa para o pagamento de fake news por empresários para eleger Bolsonaro.

Além disso, palestrou como se o Judiciário não tivesse atendido ao desespero de outro escândalo de corrupção que veio depois do caixa 2, a investigação do laranja de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. Flávio entrou com uma liminar no STF para suspender as investigações recorrendo ao foro privilegiado e o Judiciário atendeu.

Moro e Bolsonaro representam na cúpula de Davos os atuais agentes da continuação do golpe permeada de ataques para os trabalhadores, na intenção de vender nossos direitos e fazer com que paguemos pela crise econômica mundial que os capitalistas criaram. E o Judiciário hoje atua também para blindar e disciplinar Bolsonaro para que as reformas e privatizações sejam garantidas, como a Reforma da Previdência e a entrega da Petrobrás.

Para, de fato, combater a corrupção e essa democracia manipulada de juízes politicamente interessados, é preciso combater seus privilégios e garantir que sejam júris populares a julgar os casos de corrupção, abolindo os tribunais superiores. E que o júri e os juízes sejam eleitos e revogáveis, que recebam o mesmo salário que uma professora e suas verbas auxiliares sejam extintas, como o auxílio-moradia.

Este programa de ataque aos privilégios do regime e da oligarquia de juízes deve estar ligado com pontos que enfrentem a crise econômica gerada pelos empresários: é necessário impor o não pagamento da dívida pública e a nacionalização dos bancos, do comércio exterior e dos recursos estratégicos da economia sob controle dos trabalhadores. Ligado a isso, é preciso defender a Petrobras e as demais estatais da privatização: isso está ligado à defesa de uma Petrobras 100% estatal administrada pelos petroleiros e controlada pela população, e a estatização sob gestão dos trabalhadores de todas as grandes empresas de infraestrutura, como a Eletrobras, a Embraer, os Correios. Para impedir a degradação das condições de vida com os mais de 25 milhões de pessoas sem emprego, é necessário impor a partilha das horas de trabalho a empregados e desempregados, e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, abolindo a reforma trabalhista de Temer.

Tudo isso é necessário para impor que os capitalistas paguem pela crise, porque Moro e Bolsonaro são os representantes do Brasil em Davos para retirar nossos direitos.




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