SÉRGIO MORO

Moro estende tapete vermelho aos capitalistas da Lava-Jato cobrando 3% de indenização

sexta-feira 1º de setembro| Edição do dia

FOTO: Moro assiste filme sobre ele mesmo

O juiz Sérgio Moro parece que acabou de vez com seus 15 minutos de fama, quando em suas sentenças decidiu cobrar dos capitalistas apenas 3% do valor estipulado pelo Ministério Público Federal sobre os desvios de verba pública constatados nas investigações da Operação Lava-jato.

Os procuradores do MPF em Curitiba costumam jogar as indenizações lá no alto, mas parece que desta vez não teve acordo entre os "paladinos da justiça" da Lava-Jato. Dentre os casos julgados por Moro, está o famigerado Triplex que até o momento ninguém conseguiu provar ser de Lula.

Mas Moro também julgou peixes grandes como a Odebrecht, a OAS e a Andrade Guitierrez, e deixou a fortuna destes capitalistas intactas mostrando que para ele a Lava-jato não passou de uma operação midiática para fingir combate a corrupção em grande parte "seletiva", para na verdade acobertar a corrupção dos capitalistas.

"De RS 17,2 bilhões cobrados pelo MPF, o juiz sentenciou R$ 520 milhões nas ações movidas contra grandes empreiteiras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci (PT) e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB)" noticiou a Folha de São Paulo.

Um enorme tapete vermelho estendido por Moro para que as empresas dos grandes capitalistas, as empreiteiras que mandam no país, vão do tribunal à "integridade" batizada pelo martelo da justiça burguesa, a mesma que mantém Rafael Braga preso, e que tem 40% de sua população carcerária presa sem julgamento, a maioria negros, e sua totalidade de pobres.

Andrade Gutierrez, CCR e Odebrecht haviam concordado em devolver R$ 8,6 bilhões de reais aos cofres públicos, mas até a última quinta haviam devolvido apenas 1.

Se tem muita gente chateada com Gilmar Mendes, padrinho de casamento da filha de quem liberou, o Jabo Barata Jr, com Moro são poucos os que reclamam, provavelmente porque a imprensa golpista mal dá destaque para estes fatos: tem que manter a legitimidade do golpe que a Lava-Jato avalizou.

Já o MPF reconheceu sua divergência com Moro, mas afirmou que teve sucesso em outros caminhos: os acordos de leniência. Sua divergência não vai tão longe, no entanto, em troca das delações da JBS, deram imunidade a Joesley e Wesley Batista, que terão multa dividida em 20 anos, e podem ir para onde quiserem, inclusive para aonde estão grande parte de suas empresas de carne, os Estados Unidos.

Estes casos são demonstrações de que o estado só serve como balcão de negócios dos capitalistas e sua justiça burguesa atua para manter os negócios dos capitalistas funcionando, defendendo sua propriedade que inviolável. A única alternativa possível para acabar com esta corrupção seria acabando com o poder econômico dos capitalistas, taxando as grandes fortunas que devem servir para injetar dinheiro em saúde, educação, em obras de infraestrutura, moradias, hospitais. Mas isto só pode ocorrer com a classe trabalhadora batendo de frente com as instituições do estado capitalista, o oposto de ter confiança nelas.




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