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Mobilização contra Estatuto Juvenil de Piñera no Chile termina com forte repressão

Nesta quinta-feira ocorreram mobilizações em diversos lugares do Chile contra o Estatuto Trabalhista Juvenil, aplicado pelo governo de Piñera e fortemente criticado por movimentos sindicais e estudantis do país.

sexta-feira 24 de agosto| Edição do dia

Tendo como objetivo a anulação do Estatuto Trabalhista Juvenil aplicado pelo governo do presidente do Chile Sebastián Piñera, foram organizadas mobilizações em diferentes cidades do país convocadas pela Confech, Cones, Aces, Colégio de Professores e organizações políticas. As mobilizações que ocorreram em Santiago terminaram com uma forte repressão por parte da polícia.

Centenas de pessoas se reuniram na Praça das Armas e seguiram em ato em direção à Casa Central da Universidad de Chile, em protesto contra um projeto que pretende precarizar as condições trabalhistas dos estudantes trabalhadores, e que foi duramente criticado pelos movimentos sindicais e estudantis.

Nas palavras de Catalina Parra, integrante da Mesa Interina del ex Pedagógico e militante da agrupação estudantil Vencer, “o estatuto trabalhista juvenil procura precarizar ainda mais a juventude trabalhadora, já que barra de uma vez só o direito histórico ao seguro desemprego, os prazos fixos não passariam mais a prazos indefinidos depois da segunda renovação contratual. Além disso, retira o direito básico à sindicalização e estabelece o fim da licença maternidade automaticamente quando vence o prazo do contrato. Se trata de um estatuto feito para os empresários em detrimento dos direitos trabalhistas mais básicos”, denuncia a estudante.

Para a delegada sindical da fábrica CTP de Correos Chile e integrante do grupo de mulheres Pan y Rosas Beatriz Bravo, “no próximo 28 de agosto está sendo chamada uma mobilização pelo Colégio de Professores em rechaço à enorme instabilidade trabalhista que reina na educação escolar, e é imprescindível que esse dia se transforme em uma jornada de mobilizações de todas as categorias de trabalhadores que vêm sofrendo com as demissões e cortes e é imprescindível que comecemos a discutir um plano de lutas nos sindicatos; é também igualmente fundamental que os organismos estudantis como a Confech se somem a este chamado. A unidade nas ruas é fundamental para enfrentar todos os ataques do governo”.

“Acreditamos que nossa luta deve ser por uma jornada trabalhista de 6 horas por dia e cinco dias por semana com um salário mínimo de $450.000, com contrato indefinido, direito à sindicalização, à saúde e à aposentadoria; lutamos também pelo financiamento integral das universidades por parte do Estado, com educação gratuita e bolsas integrais e universais”, afirma Bravo.

A mobilização realizada em Santiago terminou com repressão policial e jovens detidos.




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