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LUTAS

Metroviários do RS paralisam contra a precarização

No dia 21/07 e nessa segunda 01/08, os metroviários da Trensurb paralisaram suas atividades parcialmente, mantendo a circulação apenas em horários de pico. Reivindicam contratação de profissionais para as bilheterias e para a segurança e reposição salarial de acordo com a inflação medida pelo IPCA.

terça-feira 2 de agosto de 2016| Edição do dia

Em assembléia no dia 08/06 a categoria rejeitou a proposta da empresa, que na prática funciona como redução do salário e, declarou estado de greve. No dia 15/07, dicidiram por paralisar 24hs no dia 21/08, mesmo dia 21 que reuniram-se novamente convocando outra paralisação para 01/08. A direção do Sindicato reinvindica uma correção salarial no mínimo com base no IPCA (índice nacional de preços ao consumidor amplo), que foi de 9,28%, porém a diretoria ofereceu apenas 8,28%.

A categoria trava também a luta contra a privatização do trêm, que interliga a região metropolitana com a capital gaúcha e que hoje tem a segunda menor tarifa metroviária do Brasil (R$ 1,70), acima apenas de Recife. Apontam que um dos efeitos imediatos da privatização é o aumento da tarifa, como no caso do Rio de Janeiro, onde o bilhete custa R$ 4,10. Outro efeito, em partes já sentido, é a precarização dos postos de trabalho, o aumento da terceirização e de acidentes trabalho.

Parte do que reinvindica a categoria é alarmante se analisarmos os dados, onde antes da expansão da linha para Novo Hamburgo contava com 17 estações e 1.200 funcionários, hoje, com 23 estações, caiu para 1.050. Com o projeto de privatizar a Trensurb tornado público pelo Governo Federal, essa tendência de redução de quadro e diminuição das condições de trabalho ganha força.

A categoria volta a se reunir do dia 16 para discutir uma possível paralisação por tempo indeterminado ainda am agosto, caso a patronal não atenda suas reivindicações. É necessário atender o chamado dos metroviários e apoiar essa importante luta.

Com informações de sindimetrors.org




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