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Governo Temer muda as regras do ENEM e deixa mais difícil conseguir isenção

Agora quem faltou nas provas de 2017 não terá que justificar a ausência para ter direito a isenção da taxa de 82 reais para inscrição.

sexta-feira 23 de março| Edição do dia

O Ministério da Educação (MEC) publicou na última quarta, 21, o edital do ENEM 2018 e apresentou uma série de mudanças. A mais significativa delas é o endurecimento das regras para obter a isenção da taxa de inscrição. Essa isenção é concedida aqueles que cursaram escola pública em todo ensino médio ou alunos de escolas particulares com bolsa integral.

Os candidatos que se inscreveram em 2017 mas não conseguiram comparecer ao local da prova terá do dia 2 ao dia 11 de abril para enviar uma justificativa para o MEC esclarecendo os motivos da ausência. Caso o ministério não aceite a justificativa, o candidato perde o direito a isenção. Também foi anunciado o aumento em 30 minutos no tempo para realizar a prova de ciências exatas.

Alegando que existem muitas abstenções, o governo Temer mais uma vez toma decisões elitistas, mesmo com os dados do MEC apontando que os candidatos isentos de taxa são apenas 38% dos ausentes apesar de serem 70% dos inscritos no ENEM. O valor atual da taxa de isenção são exorbitantes 82 reais, um valor que para muitos candidatos é uma verdadeira proibição.

O que não é levado em conta é que isso afetará muito mais aos candidatos de baixa renda, pois são esses que necessitam da isenção para poder se candidatar ao SISU e também são eles que tem mais dificuldade para chegar aos locais de prova por dependerem de transporte público que, como todos sabemos, fica ainda pior aos domingos.

Essa é mais uma decisão para dificultar o acesso dos mais pobres a universidade pública, processo que se iniciou ainda com Dilma e o PT em 2015 impondo as primeiras regras que tiravam o direito a isenção dos faltosos e que Temer e seu governo ilegítimo ampliaram em 2016 e 2017.




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