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TERRAS INDÍGENAS

Genocídio e crime ambiental: Bolsonaro anuncia regulamentação de mineração em terras indígenas

Promessa recorrente do governo Bolsonaro, em entrevista ao jornal O Globo ministro de Minas e Energia prometeu projeto para regulamentação da mineração em terras indígenas para daqui 15 dias. Logo na sequência da morte do líder indígena Paulo Paulino, o governo Bolsonaro demonstra como o genocídio indígena é, de fato, um projeto seu.

quinta-feira 7 de novembro| Edição do dia

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque prometeu que em 15 dias o governo apresentará projeto para a regulamentação da mineração em terras indígenas.

"A Constituição já prevê essa atividade econômica nas terras indígenas, dependendo de regulamentação, que nunca foi feita. A sociedade brasileira está observando atividade ilegal de mineração, de agricultura, de extração de madeira ilegal. Nada agride mais o meio ambiente que atividade ilegal. O que estamos querendo fazer, e vamos encaminhar nos próximos 15 dias, é a nossa proposta para o Congresso, de regulamentação."

Na declaração do ministro o problema da atividade ilegal não é a falta de fiscalização e proteção a invasão de mineradores, latifundiários e madeireiros nas terras indígenas, mas as próprias áreas de direito indígena. O ministro também contestou o fato de 14% do território nacional ser considerado terra indígena. A fala do ministro faz coro com o discurso de Bolsonaro de que em seu governo não cederia 1cm de terra aos indígenas.

Não só o governo quer acabar com a demarcação de terra indígena, como a regulamentação dessas atividades predatórias em suas terras irá na prática legalizar a invasão e ocupação dos territórios com a expulsão e o assassinato das populações indígenas.

O recente assassinato do líder indígena Paulo Paulino, da tribo Guajajara no Maranhão, por madeireiros ilegais é a mostra do que está por vir caso o governo consiga avançar em seu projeto. O genocídio da população indígena é o projeto do governo Bolsonaro, com a legalização das atividades de mineração, do agronegócio e de madeireiras, além da permissão da posse de armas no campo. Em defesa dos povos originários, contra seu genocídio é necessário nos mobilizarmos contra o avanço desses projetos assassinos do governo Bolsonaro.




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