Economia

Extrema pobreza ganha 6,6 milhões de pessoas fruto das políticas do golpe

Segundo IBGE, de 2014 a 2017 a população abaixo do nível da pobreza no país passou de 5,2 milhões para 11,8 milhões.

segunda-feira 27 de agosto| Edição do dia

Segundo IBGE, de 2014 a 2017 a população abaixo do nível da pobreza no país passou de 5,2 milhões para 11,8 milhões. O projeto chamado de “ponte para o futuro” de Estado mínimo, implementado depois do golpe institucional de 2016, foi parte fundamental para impulsionar a desigualdade e jogar mais 6,6 milhões de pessoas na extrema pobreza.

Os ataques contra os trabalhadores que foram aprofundados após o golpe tiveram como objetivo descarregar a crise no povo pobre e garantir o lucro dos patrões. O aumento do desemprego, a submissão do país ao imperialismo com avanço das tentativas de privatização e a precarização das condições de trabalho foram algumas das medidas tomadas para garantir que os trabalhadores que paguem pela crise que os capitalistas criaram. A reforma trabalhista e a Emenda Constitucional 95 que congela os gastos para saúde e educação por 20 anos foram os principais motivos para o desemprego e, consequentemente, para o aumento escandaloso do número de pessoas abaixo do nível da pobreza no Brasil.

Um dos mecanismos principais de saque às rendas nacionais que deixam o país cada vez mais submisso ao capital estrangeiro é o pagamento da ilegal, ilegítima e fraudulenta dívida pública. Essa dívida que só aumenta serve apenas para enriquecer os banqueiros e empresários enquanto o povo sofre ajustes e se encontra em situações de pobreza extrema.

Não há dúvidas de que o golpe institucional veio para atacar ainda mais os trabalhadores, mas também é inegável que os ataques já existiam nos governos do PT. A maior prova disso é o fato de que Lula e Dilma pagaram religiosamente a dívida pública nos seus governos. Foram gastos 13 trilhões dos cofres públicos para submeter ainda mais o país ao imperialismo só nos anos de PT, que apesar de se dizer dos trabalhadores, escolheu abrir espaço aos grandes empresários que hoje continuam lucrando enquanto boa parte da população não tem uma vida digna.

Esse governo golpista, a direita e o PT não são capazes de dar uma resposta de fundo para a crise colocada sem fazer com que o povo pague por ela. Por isso, devemos levantar uma forte campanha pelo não pagamento da dívida pública, sem nenhuma confiança no judiciário que hoje quer controlar as eleições atacando direitos fundamentais, como o do povo decidir em quem votar, para que sejam os capitalistas que paguem pela crise que eles criaram.




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