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ARGENTINA | IGREJA/ESTADO, ASSUNTOS SEPARADOS

#EstadoLaicoJá – Nicolas Del Caño lança campanha para acabar com privilégios da igreja

"Estamos diante de um Estado dentro do Estado, no qual os membros dos poderes da igreja católica possuem uma imunidade especial frente às leis comuns”. O Deputado do PTS na Argentina, no marco da maré verde pelo aborto legal, seguro e gratuito, lançou uma campanha contra os privilégios da Igreja.

sexta-feira 27 de julho| Edição do dia

Em Mendoza, onde apresentou seu projeto de revogação de todos os decretos da ditadura que garantem o financiamento estatal para os poderes da igreja, o deputado federal Nicolás del Caño (PTS/Frente de Izquierda) relembrou que “este ano, durante a visita do chefe de gabinete Marcos Peña ao Congresso Nacional, tomou-se conhecimento de que em 2018 o Estado destinou 130.421.300 pesos exclusivamente para remuneração de bispos” e salientou que “esses decretos, que nenhum Governo quis mexer, também são uma base legal para garantir a interferência da igreja nos assuntos públicos”.

Em suas redes sociais e através de uma petição que lançou na plataforma Change.org, Del Caño enfatizou que “esses decretos são também a base para conceder à igreja o caráter de pessoa jurídica pública através do novo Código Civil que reafirma sua autoridade para aplicar ‘sua jurisdição’ e se pautar pelas ‘leis e ordens de sua Constituição’, por fora dos tribunais comuns”.

“Estamos diante de um Estado dentro do Estado, no qual os membros dos poderes da igreja católica possuem uma imunidade especial frente às leis comuns” concluiu o representante de esquerda, que também destacou que “no marco da brutal campanha encabeçada por esta instituição contra o direito das mulheres ao aborto legal, seguro e gratuito, este fato adquire uma maior relevância: fica claro que todas essas leis servem apenas para garantir a interferência e o financiamento do clero, concedendo a ele um poder de veto sobre os direitos elementares, como o direito a decidir sobre o próprio corpo; o acesso à educação laica e o direito a não morrer na clandestinidade”. “Nas ruas e no Congresso Nacional, vamos lutar pelo andamento deste projeto, assim como pela imediata separação da igreja e do Estado”, afirmou.




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