Sociedade

REFORMAS

Estadão presenteia os bancos, e encampa os ataques que estão por vir depois das eleições

Jornal premiou em evento as melhores empresas do mercado financeiro. Mais tarde, aderindo ao discurso daqueles que promove, lançou a matéria "Crise fiscal dificulta previsão em ano eleitoral" em que deixou claro que a única certeza, independente das eleições, são os ataques aos trabalhadores e os setores oprimidos.

Mariana Duarte

Estudante de Letras da USP

quarta-feira 18 de julho| Edição do dia

Imagem: Crédito: Casa da Photo

Nos últimos días o jornal Estado de São Paulo, conhecido por suas posições golpistas, realizou uma premiação das melhores empresas do setor financeiro brasileiro. Após a premiação, foi realizado um verdadeiro show de horrores, com as perspectivas dos empresários participantes sobre o cenário eleitoral que se aproxima.

Dentre diversas falas medonhas, se destacou a do presidente do banco Votorantins e do Itaú Unibanco, ambos credores da fraudulenta dívida pública. Defenderam, como já era de se esperar, a necessidade inquestionável da aprovação da impopular Reforma da Previdência, além de uma “remoção dos benefícios tributários”, tudo isso para garantir a continuação ininterrupta dos lucros exorbitantes dos empresários e banqueiros com a dívida pública, que apareceu nas principais falas como prioridade dos gastos estatais.

Os empresários demonstraram preocupação em relação aos próximos
presidenciáveis, que deveriam garantir que os trabalhadores sejam os que paguem pela crise internacional que passamos, mas sabendo que em relação a Reforma da Previdência, "Isso já parece que é ponto pacífico entre candidatos de direita ou de esquerda." Ou seja, como nós do Esquerda Diário já vínhamos colocando, qualquer um dos candidatos que seja eleito, será obrigado a cumprir com a responsabilidade fiscal e seguir pagando religiosamente a dívida. Isso porque a saída que buscamos de que os capitalistas paguem pela crise, não pode se dar através das eleições, e sim com uma mobilização ativa dos trabalhadores e da juventude que imponha o não pagamento da dívida, se apoiando na enorme luta que as mulheres argentinas vem protagonizando, que foi capaz de impor a câmara dos deputados a votação da legalização do aborto no país. Para isso, é preciso que as grandes centrais sindicais que organizam milhões de trabalhadores por todo o país, se coloquem a serviço dessas demandas, contra os grandes banqueiros que querem que trabalhemos até morrer em condições precária.




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