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Em retaliação à greve, Petrobras irá atacar direito a férias dos petroleiros em luta

segunda-feira 17 de fevereiro| Edição do dia

Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Em mais um ataque ao direito a greve dos trabalhadores, a Petrobras ameaça até retirar as férias daqueles petroleiros que se mantiverem em luta. Escalando seus métodos de coação, depois de já realizar o corte de ponto dos trabalhadores, a nova chantagem da empresa é descontar cada dia de greve nas férias de seus trabalhadores, junto a outras ameaças como desconto da DSR, VR, ATS, etc. Veja trecho do comunicado abaixo (ao final é possível verificá-lo na íntegra).

Assim, os dias não trabalhados por motivo de greve reduzirão os dias de férias e, proporcionalmente, o valor da gratificação de férias.

Além disso, a falta de apenas 1 dia já acarreta a perda do DSR da respectiva semana. As faltas por greve também geram desconto no valor a receber de vale refeição/alimentação. Em relação ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS), cada dia de falta corresponderá a um dia de postergação na concessão do anuênio , havendo assim deslocamento do período concessivo . Cabe registrar ainda que a contribuição para Petros e o recolhimento do FGTS também serão impactados em função dos dias parados.

Depois também de enviar telegramas para os trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná convocando para a assinatura da demissão na empresa, contrariando completamente o direito de greve. O objetivo, como sempre, é desrespeitar a organização dos trabalhadores, seu direito de greve e seus direitos trabalhistas, para assim poder atacar a empresa como um todo.

Petrobrás e TST supostamente se apoiam na argumentação de que a produção da Petrobras tem o caráter essencial para o país, e por isso atacam a greve com restrições, imposições e bloqueio de contas dos sindicatos. Nada mais mentiroso, a suposta preocupação de Castello Branco e do judiciário com as "atividades essenciais", já que estes mesmos representam um ataque sem tamanho à empresa, que no ano passado vendeu a BR Distribuidora, segunda maior empresa do país, através do mercado de capitais.

Da mesma maneira, Ives Gandra, Tofoli, Bolsonaro e etc, vieram para privatizar tudo, trazendo na mala Paulo Guedes, o apoio da Globo aos ataques aos trabalhadores, a pressão de multinacionais imperialistas de olho no pré-sal e um projeto de uma Petrobras que exporta óleo bruto e compra o produto refinado, ficando a população submissa aos ditames do mercado internacional na hora de comprar seu gás, gasolina ou o diesel do caminhão.

Assim como os trabalhadores da Fafen - Pr, que queimaram os telegramas da empresa se negando à ir assinar as demissões ilegais, também os trabalhadores prejudicados pela direção da empresa tem que se manter na greve, na luta pelos mais de 1000 empregos na Fafen-Pr e contra a privatização da Petrobras.

Leia mais: CUT, CTB e esquerda precisam convocar atos de apoio à greve dos petroleiros em todo país

Leia abaixo o comunicado da Petrobras:




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