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Em meio à pandemia, professores de Joinville entram em greve contra retirada de direitos

Docentes da Faculdade Cenecista de Joinville (FCJ) entram em greve contra atraso nos salários e questionam demissões e redução salarial.

quinta-feira 14 de maio| Edição do dia

Professores de Direito da Faculdade Cenecista de Joinville (FCJ) entraram em greve no dia 6 porque estão com os salários de março e abril atrasados. Além disso, a faculdade fez uma proposta de redução de 50% dos salários dos docentes em meio a pandemia do coronavírus.

Desde o ano passado, muitos professores foram demitidos ou saíram da instituição. Os alunos afirmam que o desempenho da universidade vem caindo no último período, o que se agrava com a implementação das aulas online por causa da pandemia. Os estudantes também reclamam da demora na entrega de diplomas e da falta de resposta da direção da faculdade.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Particular e Fundações Educacionais do Norte do Estado de SC (Sinpronorte), não só os professores de Direito, mas de todos os cursos da FCJ, assim como o administrativo, estão com os salários atrasados. Além de fazer os professores trabalharem sem receber, a faculdade se apoia na MP de Bolsonaro e propõe reduzir 50% do salário dos docentes.

Exemplos como esse escancaram o real interesse dos empresários das universidades particulares, que buscam continuar lucrando com a precarização da educação e das condições de trabalho dos docentes e funcionários. Fica claro que não têm nenhum compromisso com a qualidade da educação, e sim com os lucros gerados pelas mensalidades pagas pelos estudantes.

Além desse exemplo, vemos por todo o país os empresários e os governos de mãos dadas para descarregar nas costas da população e dos trabalhadores os custos dessa crise agravada pela COVID-19. Em vez de colocar as universidades a serviço de enfrentar a pandemia, buscam garantir seus lucros e precarizar a educação de conjunto. Nesse sentido, se impõe a necessidade de estatizar as universidades privadas e colocá-las sob controle dos estudantes, professores e funcionários, que são os reais interessados em garantir a qualidade da educação.




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