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Em Chiapas não começaram as aulas; professores realizam ocupações e bloqueios

Professores do estado de Chiapas, no sul do México, mantém paralisação dois dias após o início das aulas. Anunciaram ocupações em instalações da Pemex (petrolífera mexicana) e da Comissão Federal de Eletricidade.

quarta-feira 24 de agosto| Edição do dia

Após grande mobilização encabeçada pelos professores nesta segunda-feira, em Chiapas a recusa a voltar às aulas continua. Segundo dados fornecidos por Jesus Mendoza Vázquez, secretário-geral suplente magisterial, 95% das escolas de Chiapas não voltaram às aulas na última segunda.

Integrantes da CNTE (Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação), assim como do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação, advertiram que como parte das ações determinadas por sua Assembleia Representativa nacional e estadual, os bloqueios e ocupações se implementariam em instalações como refinarias de Petróleos Mexicanos (Pemex) e hiderlétricas da Comissão Federal de Eletricidade (CFE).

Nos municípios de Tuxtla e Tapachula, a Pemex conta com duas plantas de armazenamento e distribuição, assim como vários poços de extração de petróleo bruto em vários outros pontos do estado. A CFE, por sua vez, administra quatro barragens hidrelétricas de grande importância a nível estatal.

Na terça, os professores realizaram a ocupação da Universidade do Sudeste, na fronteira com a Guatemala. Assim como bloquearam os acessos e abriram postos de gasolina.

Professores filiados nas seções 7 e 40 da CNTE e do SNTE, respectivamente, anunciaram que se encontram em “alerta máximo”, frente a qualquer tipo de ação repressiva ou de provocação que queiram realizar contra as mobilizações. E também responsabilizam o governo federal por qualquer dano ou agressão que possa acontecer, reafirmando que ele é o responsável pelo não início das aulas.

De sua parte, a Secretaria de Educação do Estado de Chiapas, informou que cerca de 1.100 escolas permanecem fechadas nos 122 municípios cobertos pela entidade.




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