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CORONAVÍRUS

Trabalhadores da saúde no México exigem proteção e direitos trabalhistas

No Dia Internacional dos Trabalhadores, representantes de diferentes grupos de trabalhadores do setor da saúde realizaram uma conferência de imprensa na qual denunciaram a falta de proteção para enfrentar a pandemia e exigiram direitos trabalhistas.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

Em meio à fase 3 da pandemia do COVID-19, em 1º de maio, ao meio-dia, trabalhadoras e trabalhadores do setor de saúde de diferentes instituições públicas, como membros da Assembléia Nacional de Enfermeiras e Enfermeiros do México; o Movimento Médico Nacional; a Plataforma de Subcontratantes do Setor de Saúde; o Movimento Médico 22 de junho; Saúde e Direitos Trabalhistas; e o Movimento Sou Químico, Não Técnico, realizaram uma conferência de imprensa em frente aos escritórios do Ministério da Saúde na Cidade do México (CDMX).

Denunciaram o governo de Andrés Manuel López Obrador (AMLO) e os governos estaduais por não garantirem "equipamento de proteção individual (EPI) suficiente e de qualidade, para evitar a cadeia de infecções causadas em vários hospitais da República Mexicana". Centenas de trabalhadores do setor de saúde já foram infectados com o COVID-19, pois realizam seu trabalho, na linha de frente da luta contra a pandemia, sem suprimentos e equipamentos de proteção adequados.

A situação crítica continua apesar dos 56 milhões de dólares em suprimentos de proteção que o governo federal comprou da China e prometeu distribuir por todo o país, mas que aparentemente não chegaram ao seu destino ou foram insuficientes, como mostram os protestos que se espalharam entre os trabalhadores do setor, em diversas entidades na CDMX.

A precarização do trabalho na área da saúde

Os palestrantes rechaçaram o fato de que médicos e enfermeiros, chamados com urgência para prestar serviço durante a pandemia, foram contratados temporáriamente "em violação aos artigos 6 e 15 da Lei Federal de Trabalhadores ao Serviço do Estado e aos contratos coletivos de trabalho ”, que continuam com o modelo de trabalho imposto pelos governos neoliberais anteriores, negando-lhes o direito à estabilidade.

Também lamentaram que as administrações federais e estaduais "mantenham a insegurança no emprego, contratando homens e mulheres sob um esquema de terceirização, com a incerteza e a instabilidade que esse tipo de contratação representa ...", deixando-as sem segurança social ou serviços médicos, já que os serviços de saúde que prestam, também os colocam em risco.

As exigências

Durante a conferência de imprensa, os grupos apresentaram uma petição que inclui:

- "Recursos materiais suficientes para fornecer atendimento oportuno e adequado [e] para manter os profissionais de saúde protegidos ..."

- "Entrega imediata de medicamentos ... para satisfazer 100% dos tratamentos de qualquer patologia ..."

- "Novos postos de trabalho ... com compromisso definitivo de efetivação ..."

- "Aumento do número de vagas para médicos residentes em todas as especialidades."

- "Adicionais para o trabalho em áreas perigosas (compensação de riscos) ..."

“Revisão dos valores de cargos e salários do sistema nacional de saúde, nos setores público e privado, para chegar a um acordo sobre salários que dignificam o exercício de nossas profissões.”

Entre outras demandas.

Além disso, solicitaram uma abertura de diálogo com as autoridades do setor da saúde e chamaram nova mobilização para 1º de setembro (uma vez que a pandemia tenha diminuído), na Cidade do México e em outros estados do país.

Do La Izquierda Diario México e do Movimento de los Trabajadores Socialistas, chamamos a todas as organizações sindicais, sociais, políticas e de Direitos Humanos para promoverem uma grande campanha de solidariedade com as mulheres e os homens trabalhadores do setor da saúde, para que suas exigências sejam atendidas e as demandas solucionadas imediatamente.

Se você trabalha neste setor e está em risco ou tem seus direitos violados, disponibilizamos as páginas deste jornal. Envie-nos a sua reclamação.




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