Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Doria já tem um plano para atacar as aposentadorias em SP, inclui privatização

A Câmara Municipal de São Paulo já discute um projeto de lei que propõe uma ampla reforma no sistema previdenciário da Prefeitura. O sempre privatista Doria tem uma solução, que é a mesma que ele sempre adota: privatização. A solução estaria em criar um fundo privado de pensão.

quinta-feira 23 de março de 2017| Edição do dia

A Câmara Municipal de São Paulo já discute um projeto de lei que propõe uma ampla reforma no sistema previdenciário da Prefeitura. O sempre privatista Doria tem uma solução, que é a mesma que ele sempre adota: privatização. A solução estaria em criar um fundo privado de pensão.

Depois de declarações apoiando Temer no ataque a todos trabalhadores com a reforma da previdência, Doria não demorou para mostrar serviço agora que Temer jogou parte da responsabilidade para prefeitos e governadores.

Vereadores da base aliada de Doria estão utilizando um projeto elaborado por Haddad como base para um plano a ser debatido com urgência. A proposta estabelece um valor máximo para o pagamento de aposentadorias aos servidores públicos municipais e um plano de previdência privada como condição para a concessão do benefício no valor integral do salário.

Com a decisão do presidente Michel Temer, de retirar servidores estaduais e municipais da proposta que muda as regras da aposentadoria em todo o País, caberá aos Estados e municípios definir suas próprias reformas. Ontem, o prefeito João Doria (PSDB) afirmou que determinou a criação de um grupo de trabalho para estudar o impacto da decisão e demonstrou preocupação com o assunto. "É uma surpresa evidentemente", disse o prefeito. "Eu apoio a reforma previdenciária. Mas entrega para os municípios e os Estados um grande problema. Agora nós temos que nos organizar Vamos analisar quais são as consequências e a profundidade disso e definir a nossa reação, o que vamos fazer", completou.

Doria quer criar uma previdência privada

Para garantir uma aposentadoria integral o funcionário público teria que recolher 19,5% do salário ao INSS, só recolhendo esses 8,5% a mais para o fundo privado em que a prefeitura também aportaria que haveria um complemento na renda além do garantido pelo INSS. Doria, apoiando-se em projeto de Haddad, quer com esse projeto colocar na especulação financeira bilhões retirados dos salários.

Para alcançar o objetivo, o Iprem calcula que 45% dos servidores de São Paulo teriam de optar pelo plano privado complementar. A gestão do fundo seria feita pelo setor privado, contratado por licitação pública.

Com informações da Agência Estado




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