Política

COMITÊS DE BASE CONTRA BOLSONARO

Direito PUC-Campinas aprova comitês de luta contra Bolsonaro e rechaço a “neutralidade” da Reitoria

Os estudantes de Direito da PUC-Campinas aprovaram a criação de comitês que se articulem com outros cursos da PUC, outras universidades e movimentos pela região. Ficou escancarado a necessidade e vontade de resistir aos ataques que mulheres, LGBTs e negros já vem sofrendo, além de se organizarem para defender as liberdades democráticas e direitos sociais já conquistados.

sexta-feira 26 de outubro| Edição do dia

Os estudantes de Direito da PUC-Campinas aprovaram a criação de comitês que se articulem com outros cursos da PUC, outras universidades e movimentos pela região. Ficou escancarado a necessidade e vontade de resistir aos ataques que mulheres, LGBTs e negros já vem sofrendo, além de se organizarem para defender as liberdades democráticas e direitos sociais já conquistados.

A assembleia da manhã contou com cerca de 200 estudantes. A assembleia não aconteceu no Pátio da Faculdade pois a Diretoria do Direito queria evitar indisposição com eleitores de Bolsonaro, que já haviam à procurado para reclamar do posicionamento do centro acadêmico. Os estudantes responderam se baseando nos recentes posicionamentos da CNBB e da PUC-SP a favor da democracia, além de que na área do Direito já está mais do que escancarado que o Judiciário persegue o PT arbitrariamente, ou seja, não existe posição neutra! Uma das resoluções da assembleia foi um repúdio a neutralidade em face as incitações a violência e ameaça a direitos democráticos e sociais.

Ao mesmo tempo colocou-se o debate que o PT não pode cumprir uma luta séria contra a extrema-direita em sua estrategia meramente eleitoral, um reflexo de sua década governando em conciliação com a mesma mídia e o mesmo Judiciário que hoje o ataca, além de grande parte do atual golpismo também ter sido sua base eleitoral durante esses anos de governo. Essa estratégia do PT, que manteve viva todo o setor que hoje quer atacar os direitos democráticos e sociais, também foi criticada mas mantendo-se o voto no Haddad em virtude de tudo que está acontecendo.

A assembleia do noturno foi a atividade mais expressiva do noturno a tempos. Foi bastante colocada as arbitrariedades e violências cometidos e incentivados por Bolsonaro e seus apoiadores. A necessidade de defender os direitos democráticos e a denúncia que Bolsonaro significa a continuidade violenta dos ataques de Temer também se fez presente.

Essas foram as primeiras assembleias no curso em anos, além do Direito cursos como a Pedagogia, Educação Física e Psicologia também estão querendo se organizar, a proposta dos comitês vem com o objetivo de resgatar uma tradição de luta do movimento estudantil da PUC. O movimento pode e deve crescer, independente do resultado de domingo. A Faísca e o Esquerda Diário estarão presentes e defenderemos a autonomia dos estudantes para se organizar na universidade e a união com os outros cursos, universidade e aos trabalhadores que estão mobilizados. Vemos que essa união é a principal força que permitirá aos estudantes do Direito se posicionarem politicamente e defender os direitos democráticos.

Defendemos que o comitê se articule a partir das redes, mas que também promova reuniões constantes, divulgadas com antecedência inclusive para abarcar os outros cursos que também estão querendo se organizar. É fundamental que os participantes do comitê sempre tragam propostas em relação a materiais e intervenções para serem realizadas no próprio curso de direito, além de eventos e articulações fora do curso que ajudem a construir a luta. Os estudantes da Faísca da UNICAMP já levaram solidariedade aos estudantes do Direito e esse apoio se manterá. Diante de uma das maiores mobilizações que a UNICAMP já realizou em relação a política nacional, essa troca entre as duas universidade nos fortalece. Essas são algumas ideias e propostas para o comitê que está nascendo.




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