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DESEMPREGO

Desempregados passam o domingo embaixo de chuva na fila de emprego no Anhangabaú

O Vale do Anhangabaú na capital paulista é mais uma vez palco de cenas bárbaras que retratam a gravidade do desemprego no país e em um de seus principais centros econômicos.

segunda-feira 6 de agosto| Edição do dia

Foto: Guilherme Balza / CBN

A UGT e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo organizaram um mutirão de empregos em 26 empresas que uma massa de desempregados para o vale. Esse fenômeno ocorreu há pouco menos de um mês, quando ocorreu um feirão de 1.800 vagas.

Segundo a reportagem da CBN, cerca de 6 mil pessoas estavam em fila na madrugada dessa segunda-feira, 6, aguardando o começo do mutirão de empregos, que oferece 4 mil vagas. Dentre os primeiros da fila, há o caso de pessoas que estão desde a noite de sábado esperando sob chuva e frio.

Ao longo do dia a previsão é que chegarão ainda mais pessoas em busca de uma forma de sobreviver no capitalismo, cujo atendimento deve perdurar nos próximos dias, devido a sua extensão. Estão sendo distribuídas senhas aos presentes.

Dados do desemprego no país

Após a Reforma Trabalhista, que prometia devolver empregos a população, quando o fez foi em chave de subempregos, intermitentes e mal pagos, com menos direitos. As condições de sobrevivência de inúmeras famílias vão corroendo e a miséria toma conta.

Em um momento de inúmeros ataques aos trabalhadores e ao povo pobre, à saúde e educação, no qual os patrões capitalistas buscam descarregar a crise em cima dos trabalhadores para manter seus lucros, privilégios e luxos preservados, cenas de barbárie social como essa se tornam cada vez mais comuns.

Ao todo, dados do IBGE mostram que impressionantes 24,7% de trabalhadores, um quarto destes, estão desempregados ou desalentados. São 27,7 milhões nessa condição, com apenas metade, 13,7 milhões, ainda procurando salário.

Os demais 14 milhões ou estão em condição de subemprego e precariedade material, ou gostariam de trabalhar mas já não se veem motivados a procurar por vagas, ou até desistiram (4,1% número recorde, mais da metade estão no Nordeste). Dos que desistiram, a maioria é negra (73,1%), e 23,4% tem entre 18 e 24 anos.




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