Política

EXTREMA DIREITA

Defensores de Ustra, essa é a cara da Comissão de Desaparecidos de Bolsonaro

Em coluna no jornal O Globo, o jornalista Lauro Jardim publicou postagens de um dos militares que serão membros da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Além de defender que se atire em Jean Willys, o coronel do exército Weslei Antônio Maretti defendeu as torturas e genocídios realizados pelo também coronel Carlos Augusto Brilhante Ustra em defesa do "bem".

quinta-feira 1º de agosto| Edição do dia

Depois dos ataques ao presidente da OAB, Fernando Santa Cruz, Bolsonaro e sua reacionária ministra Damares Alves decidiram mudar a composição da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, sua ofensiva, como já denunciamos "busca encobrir os crimes da ditadura para que militares torturadores continuem sem punicação.

Em pesquisa realizada pelo colunista do O Globo, Lauro Jardim, foi denunciado que um dos novos membros da comissão, o coronel da reserva Weslei Antônio Maretti, assinou um pedido de cassação online do deputado Jean Willys após o espisódio ocorrido entre o deputado e Jair Bolsonaro durante a votação do impeachment em 2016, em postagem divulgando sua assinatura o coronel defendeu "Estou assinando porque se cuspir em um semelhante é comportamento de um parlamentar no Pleário da Câmara, atirar em alguém revidando a cusparada seria também uma atitude aceita. Não estamos no Velho Oeste."

Além da incitação para que assassine Jean Willys, o coronel declarou em sua rede social durante o depoimento de Ustra, em maio de 2013, que "A história e os dados econômicos do período dos governo militares são incontestáveis, para verificá-los é só saber ler" justificando as atrocidades cometidas e o brutal aumento na desigualdade social levado a cabo nos "anos de chumbo" que coincidem também com a época econômica conhecida como "milagre brasileiro".

Em sua defesa execrável ao torturador e genocida coronel Carlos Augusto Brilhante Ustra, Weslei Maretti finaliza sua declaração: "O comportamento e a coragem do coronel Ustra servem de exemplo para todos os que um dia se comprometeram a dedicar-se inteiramente ao serviço da pátria. Apesar de travar uma luta de Davi contra Golias, a sua vitória é certa porque no final o bem prevalece sobre o mal".

Nós, do Esquerda Diário, repudiamos tais declarações e as indicações para a Comissão, sem ter nenhuma ilusão nos objetivos da mesma, sempre defendemos e continuaremos a defender "Memória, Verdade e Justiça" aos torturadores da ditadura, como disse Marcelo Pablito:

A impunidade asseguradas aos militares assassinos e torturadores da ditadura, por meio da transição pactuada e da Lei de Anistia, é o que permite que o presidente faça declarações tão asquerosas livremente. A inofensiva Comissão da Verdade do período do PT, ao não condenar tais criminosos pouco fez em relação a essa impunidade. Exigimos a revogação da Lei da Anistia, assim como o julgamento e punição de todos os responsáveis civis e militares pela ditadura! É preciso arrancar do Estado a abertura irrestrita de todos os arquivos e documentos ocultos sobre os crimes da ditadura militar!




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