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Conselho de ética e judiciário fazem manobra para salvar Aécio e manter PSDB no governo

Após STF adiar julgamento da prisão de Aécio, Conselho de ética arquiva pedido de cassação e Gilmar Mendes é indicado como novo relator de inquérito, além disso a irmã e o primo do senador foram liberados para prisão domiciliar.

sábado 24 de junho| Edição do dia

O judiciário novamente move cartas em favor do golpista após vergonhosa absolvição de Temer no TSE, 4 novidades vindas em diferentes frentes alegraram a vida de Aécio e deram mais tempo ao governo Temer de manter seu trunfo principal: manter o apoio do PSDB ao governo.

Sempre foi evidente na Lava Jato a parcialidade com que o judiciário tratou Aécio, após enorme balanço de estruturas do governo golpista advindo das delações da JBS parecia que o vento tinha mudado sua curva, ao que parece se depender do judiciário serão mexidos pauzinhos o tempo que for suficiente para manter o senador “vivo”, apesar de inúmeras evidencias de seu envolvimento nos escândalos e o mesmo ter sido afastado há pouco mais que um mês pelo mesmo STF, o senador, que conta com 9 inquéritos em seu nome, mantem sua imunidade intacta até segunda ordem.

Para começar o ministro Marco Aurélio, relator do processo que poderia prender Aécio adiou seu julgamento, pedindo tempo para analisar o recurso da defesa que pedia a transferência de responsabilidade para a plenária e não pela primeira turma de ministros. Marco Aurélio não vê uma urgência essencial em reafirmar as acusações do ministério público.

No conselho de ética o senador é acusado de quebra de decoro em função das evidencias da delação da JBS, a representação enviada pelo PSOL e REDE conjuntamente foi arquiva pelo presidente do conselho, João Alberto Souza (PMDB-MA). Sua alegação é de que houve armação contra o tucano e de que não há provas “só recortes de jornal, revistas e fitas gravadas que não dizem nada que culpe o senador.” Agora outro membro do conselho pode recorrer se entrar com pedido junto a 5 parlamentares.

Em outra frente na força tarefa do judiciário de livrar Aécio, o ministro Gilmar Mendes, fiel escudeiro de Temer e responsável por livrar a cara de Aécio em momentos anteriores da operação , foi sorteado como relator de processo envolvendo pagamento de vantagens indevidas ao senador durante a campanha de 2014 do senador, baseada na delação de executivos da Odebrecht. Fachin, relator da operação lava-jato foi deslocado pelo elemento de prova ser muito distante da Petrobras, de quebra Gilmar pode garantir ser relator de um segundo inquérito envolvendo o pagamento de R$ 7 milhões de reais a campanha de Antônio Anastasia(PSD-MG) ao governo de Minas em 2010, acusação também presente nas delações da Odebrecht.

A irmã de Aécio, Andrea Neves, seu primo, Frederico Medeiros e o ex-assessor de Zezé Perrela(PMDB-MG), Mendherson de Souza Lima foram mandados para prisão domiciliar, com o uso de tornozeleiras, ficam proibidos de deixar o país e de entrar em contato com outros investigados. A votação foi realizada pela primeira turma do STF, com 3 votos a favor, sendo eles de Marco Aurélio, Fux e Moraes e contrários de Rosa Weber e Barroso, que votaram pela permanência dos indivíduos na cadeia. Eles estão mantidos em prisão preventiva desde a delação da JBS.




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