Mundo Operário

GREVE DOS PROFESSORES NO RS

Confira as deliberações do Comando de Greve do CPERS para esta semana

Nesta segunda-feira (18), primeiro dia da greve dos professores estaduais do RS contra o pacote de Eduardo Leite que destrói as carreiras do funcionalismo público, o Comando de Greve se reuniu para pensar as ações da greve para os próximos dias, confira.

Redação Rio Grande do Sul

Redação Rio Grande do Sul

terça-feira 19 de novembro| Edição do dia

A greve dos professores estaduais do Rio Grande do Sul se enfrenta com um brutal pacote de ajustes que Eduardo Leite quer aprovar contra o funcionalismo público, um ataque que vem como continuidade regional da terrível Reforma da Previdência aprovada por Bolsonaro, Guedes, Maia e o congresso. É preciso cercar de solidariedade essa greve para o funcionalismo público e a classe trabalhadora gaúcha possam derrotar os planos de Leite para nos fazer pagar a conta da crise.

Confira a declaração do Comando de greve:

Reunido pela primeira vez na tarde desta segunda-feira (18), o Comando de Greve avaliou positivamente o primeiro dia do movimento deflagrado em todo o estado.

Com ampla adesão nos 42 núcleos já nesta segunda e centenas de escolas anunciando paralisação para os próximos dias, a tendência é que o movimento se consolide como uma das maiores greves dos 74 anos de história do CPERS.

Os presentes também acordaram um calendário de lutas para os próximos dias, incluindo uma nova Assembleia Geral da categoria na Praça da Matriz, às 13h30 do dia 26 (terça-feira). Confira e mobilize-se!

1. A primeira semana deve ser dedicada ao diálogo com a sociedade e ampliação e fortalecimento da greve junto à categoria

2. Produção e distribuição massiva de materiais voltados à sociedade em geral, denunciando a miséria da categoria, a intenção do governo em acabar com a escola pública e pedindo apoio ao movimento grevista

3. Dia 20 de novembro: formação de colunas do CPERS para participação nas atividades do Dia da Consciência Negra em todos os 42 núcleos

4. Dia 22 de novembro – Marcha da Educação: caminhada até as CREs nos núcleos do CPERS para entrega de documento exigindo do governo a retirada dos projetos

5. Dia 26 de novembro – Assembleia Geral de Mobilização, às 13h30, na Praça da Matriz

Nós do Esquerda Diário e da corrente sindical Nossa Classe defendemos um comando de greve com representantes eleitos e revogaveis pelas escolas e regiões, que dilua a direção do sindicato durante a greve, para que o chão da escola possa se expressar e decidir os rumos da greve. Parte de massificar a luta é fazer da base da categoria sujeito nas decisões sobre cada passo da mobilização. O atual comando, fechado à base da categoria e composto somente por representantes das organizações, que sequer foram eleitos, conduz a greve de forma burocrática baseada em acordos entre as correntes e não em amplas discussões nas escolas e por isso vai contra a necessidade de massificação.




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