Política

DO PRB

O apoiador de Bolsonaro, Daniel Guerra, é eleito prefeito de Caxias do Sul

A disputa central no primeiro turno era entre Néspolo, que representava a atual gestão da cidade, encabeçada por PDT e PMDB; e Pepe Vargas, deputado federal do PT e ex-prefeito da cidade.

domingo 30 de outubro| Edição do dia

Quem acabou indo para o segundo turno com Néspolo foi Daniel Guerra, do PRB - partido ligado à igreja universal. Foi seguindo os mesmos passos que João Dória do PSDB em São Paulo que Guerra superou seu adversário. Se afastando do perfil político e aperecendo como "bom gestor", Guerra coloca a prefeitura da cidade como sendo quase uma empresa que precisa ser melhor gerida e com poucos recursos, ou seja, segue a mesma cartilha da empresa Guerra - ligada à sua família - que é demitir trabalhadores e atrasar salários. Para a prefeitura, sua política será de Estado mínimo e todos os cortes possíveis nas áreas sociais.

Guerra cumpre hoje seu segundo mandato como vereador, foi na Câmara que defendeu Jair Bolsonaro quando este disse que não estupraria a deputada Maria do Rosário pois essa não merecia. Hoje, após saber de sua eleição teve a capacidade de dizer que "essa vitória é do povo".

O Jornal Pioneiro não poderia ficar fora de cena e já sai com uma matéria intitulada: "Guerra, um homem de família", deixando claro o perfil do futuro prefeito caxiense; homem, branco e cristão. Um legítimo empresário.

Por mais que o candidato petista Pepe Vargas tenha declarado publicamente que não apoiaria nenhum dos dois no segundo turno, muitos militantes de seu partido declararam que votariam no reacionário Daniel Guerra, como um "mal menor" que já em seus discursos já prova ser na verdade maior. Isso, entretando, não justifica o apoio à Néspolo, que também configura uma candidatura contra os trabalhadores. Ao mesmo tempo que atacaram fortemente as dezenas de milhares de jovens e trabalhadores que votaram nulo em ambos os turnos pois não se viram representados em nenhuma das candidaturas da burguesia.




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