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REFORMA POLÍTICA

Com acordo pra barrar a esquerda, Câmara rejeita ’distritão’ e distrital misto

quarta-feira 20 de setembro| Edição do dia

FOTO: Agência Câmara

A câmara dos deputados na noite dessa terça-feira (19), rejeitou em ampla maioria a proposta de “distritão” e distrital misto, parte da reforma política em voga. Com 238 votos contra a proposta, a maioria dos deputados rejeitou a PEC que pretendia mudar do atual modelo (o proporcional) para o "voto distritão" já nas eleições do ano que vem, e o distrital-misto para 2022.

Leia aqui: Esquerda do Rio de Janeiro se posiciona contra a Reforma Política

O atual modelo se baseia no voto proporcional, ou seja, o voto pela coligação ou partido. Hoje é comum candidatos com alta popularidade serem eleitos e elegerem consigo outros candidatos do seu partido e coligação. No novo modelo proposto, o “distritão”, os votos a mais dos candidatos populares seriam desprezados e nenhum outro candidato seria eleito por legenda. O distrital misto, como o próprio nome já sugere, é uma fusão dos dois modelos. Metade das cadeiras dos deputados seria reservada para o modelo como é hoje, o proporcional e por legenda, e a outra metade seria reservada para os mais votados em cada distrito.

Nós do Esquerda Diário viemos denunciando que esta reforma política veio para atacar os trabalhadores e a esquerda, com diversas entrevistas. Veja aqui o vídeo de Diana Assunção explicando como a Reforma Política ataca o trabalhador. Veja também as entrevistas feitas pelo Esquerda Diário com representantes da esquerda do Rio de Janeiro, como Renato Cinco, Marielle Franco, Flávio Serafini posicionando-se contra a Reforma Política, e em outro vídeo entrevistamos o Deputado Carlos Giannazzi, de São Paulo, sobre o tema.

Alguns analistas consideram a possibilidade de que novamente não dê quórum durante a votação, porém a vontade de atacar os trabalhadores e a esquerda, que unifica todos partidos, do PSDB e PMDB ao PT e PC do B, é tão grande que o mais provável é que prevaleça a cláusula de barreira como acordo mínimo.




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