Educação

ELEIÇÕES APEOESP

Chamado ao Renovar pela Luta: Unidade para enfrentar a burocracia

Fazemos um chamado ao Renovar pela Luta e demais correntes da oposição de professores em Santo André para uma chapa sindical regional unificada de combate e enfrentamento com a burocracia de Bebel e os ataques dos governos.

quarta-feira 19 de abril| Edição do dia

Nos últimos meses uma série de ataques estão sendo impostos ao conjunto dos trabalhadores em nosso país. Um golpe institucional foi levado à cabo exatamente a um ano e seus efeitos são enormes nas condições de vida e trabalho da maioria da população brasileira.

A Reforma da Previdência que nos fará trabalhar até morrer; a aprovação da terceirização irrestrita que acaba com as leis trabalhistas e levará a categoria de professores a ser terceirizada, aumento o nível de precarização do trabalho docente e a Reforma Trabalhista são projetos de precarização de nossos direitos e mostram que o golpe foi contra o conjunto dos trabalhadores e atende aos interesses dos grandes capitalistas.

Nesse marco, a direção majoritária da APEOESP ao invés de organizar a greve dos professores, que se iniciou no último dia 28 e foi de curta duração, antecipou as eleições sindicais para garantir que essa direção se perpetue a frente do sindicato e ainda desferiu um golpe contra as oposição no dia das inscrições de chapa para que a Oposição Unificada não pudesse se inscrever como Chapa 2. O golpe de Bebel contou com a ajuda de “bate paus” do sindicato e também do PCO, que juntos expulsaram dirigentes da Oposição que aguardavam no sindicato para garantir as inscrições.

A política da Articulação/PT, tem sido como a do conjunto da CUT, não mobilizar os professores em cada escola para construir um plano de lutas ativo para derrotar os ataques que estão em curso. Ao contrário, ao tempo em que anunciam a greve geral, seguem seus acordos com os governos e patrões para flexibilizar os ajustes e impor para o conjunto dos trabalhadores sua saída estratégica: Lula 2018. Como se todos não soubéssemos que esse será um beco sem saída que nem chegará perto de responder às nossas necessidades.

Essa estratégia de derrota fica ainda mais clara quando vemos as alianças construídas pelo PT e suas direções sindicais, com os enormes capitalistas da Odebrecht e outras empresas, que compram o silêncio e a mobilização dos trabalhadores com altos financiamentos de campanha e oferecimento de cargos para dirigentes sindicais que não querem lutar.

Esse conjunto de ataques afetará diretamente a vida dos professores e professoras que já sofrem há anos com a precarização do trabalho, salas de aula lotadas, baixos salários, desvalorização de nossa cerreira. Estamos na mira dos ajustes que englobam ainda o Projeto de Lei Escola sem Partido e a Reforma do Ensino Médio, que atacará docentes e estudantes, fechando as escolas no necessário debate sobre a questão da mulher e do conjunto das opressões.

Assim, a unidade das Oposições se faz imperiosa e essencial. Uma greve geral está sendo convocada para o próximo dia 28 e deve ser papel de toda a esquerda organizar os trabalhadores em cada local de trabalho e estudo, para dar um ponta pé inicial para um verdadeiro combate de nossa classe contra os interesses dos governos ajustadores. A unidade deve se dar no marco de denunciar essa burocracia e organizar cada trabalhador para que essa luta seja tomada pelo conjunto dos trabalhadores e não possa ficar a cargo dos interesses das burocracias sindicais.

Pela primeira vez na história recente da APEOESP, as Oposições se apresentarão numa chapa unitária, que tem como princípio “derrotar a pelegada”. É claro que as diversas correntes que compõe essa frente única tem visões distintas sobre a realidade e como devemos combater, mas se unificam por entender que o combate é necessário e urgente, além de ser a única via para derrotar a burocracia encastelada em nosso sindicato, composto por dirigentes sindicais que há anos não pisam em uma sala de aula.

Nas Subsedes, onde nós dos Professores pela Base estamos, fazemos o chamado para a unidade. Em Campinas, compomos com quase toda a esquerda, a Chapa Unificada que tem 51 membros (só não conta com o XV de Novembro, que preferiu sair sozinho a combater com um só punho a burocracia). Em Jundiaí e no Tatuapé também estamos nas chapas únicas de Oposição. Na Zona Norte somos uma boa maioria em relação ás outras correntes e fizemos o chamado de unidade, nos unificamos com todas as correntes da oposição da APEOESP, inclusive com o XV que se negou a unificar em Campinas e já estamos fazendo um forte chamado à construção do 28A.




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