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Campeã entre as caloteiras da Previdência, JBS deve R$ 2,39 bilhões

Enquanto o governo golpista e os parlamentares corruptos fazem de tudo para garantir que trabalhemos até morrer, a JBS, que já comprou 1829 políticos, deve R$2,39 bilhões para a Previdência.

quarta-feira 7 de junho| Edição do dia

Uma das grandes propagandas do governo golpista para tentar convencer a classe trabalhadora a aceitar este brutal ataque é um suposto rombo na previdência. Segundo a lógica de Temer e sua equipe de corruptos, seria necessário acabar com nossa aposentadoria porque, supostamente, falta dinheiro na previdência. Porém, como já mostramos neste diário, são as grandes empresas, que exploram milhões de trabalhadores para manter seus lucros, as principais devedoras.

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Uma delas se destaca neste momento: A JBS, cujas delações premiadas caíram como uma bomba no governo Temer. Esses depoimentos escancararam, mais uma vez, a profunda relação de podridão da burguesia com seus políticos, baseada na propina, desvio de dinheiro, caixa-dois, e todos os escândalos que vieram à tona.

A empresa que controla a JBS, J&F- holding, fez um acordo de leniência de nada menos que R$ 10,3 bilhões com a Procuradoria-Geral da República para que fossem encerradas as investigações. Em outras palavras, pagou para que outros escândalos envolvendo a empresa não viessem à tona. Depois de assumirem todos os crimes de suas relações com a casta política, os executivos da empresa desfrutam de suas liberdades e de seu dinheiro em belos apartamentos fora do país (com o aval do judiciário). Toda esse luxo foi sustentado com base em muita exploração de trabalhadoras e trabalhadores, que pagaram o preço do adoecimento e de milhares de acidentes de trabalho ocorridos devido à precaridade imposta pela empresa.

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Essa empresa, que até pouco tempo atrás era o maior frigorífico do mundo, que se comprometeu em pagar mais de R$ 10 milhões ao Estado para que não lhe investigassem mais, fornece argumento ao governo golpista sobre o suposto rombo na previdência, dando calote de R$ 2,38 bilhões. É esta classe dominante podre, corrupta e exploradora que o governo golpista busca atender as necessidades.

A reforma da previdência é a espinha dorsal de todas as reformas de Temer. É necessário para a burguesia, além da precarização do trabalho imposta pela terceirização irrestrita e pela reforma trabalhista, nos fazer trabalhar até morrer para garantir seus lucros.

Por isso, precisamos dar respostas contundente. A paralisação geral do dia 28 de abril, quando milhões de trabalhadores cruzaram os braços, ou mesmo a manifestação em Brasília do dia 24 de maio, quando mais uma vez se expressou todo o ódio da população às reformas, mostram o caminho para derrotar Temer e defender nosso futuro. As centrais sindicais, finalmente, marcaram uma nova greve geral para o dia 30, e um dia de mobilizações para o dia 20. É necessário construir em cada local de trabalho e estudo estas datas, como parte de um plano de lutas, tomando em nossas mãos cada batalha e não ficando à mercê de negociações e acordos que as centrais possam fazer por nossas costas.

Para isso temos a tarefa de organizar comitês de base por todo o país, onde trabalhadoras, trabalhadores e estudantes possam decidir os rumos desses combates, organizar sua auto defesa e ir além dos limites que possam impor as centrais.

Mais do que questionar os governantes e batalhar por trocá-los com novas eleições gerais ou diretas, é necessário questionar a fundo este regime podre, assentado nas promíscuas relações entre os políticos corruptos e os empresários exploradores. É necessário levar a fundo este questionamento batalhando por uma assembleia constituinte livre e soberana, que tome como primeira medida a revogação de todos os ataques e leis anti populares que nos tiram direitos, seja do governo golpista ou dos anteriores. Da mesma forma, impor a estatização sob controle dos trabalhadores de todas as empresas corruptas e caloteiras, sem indenização, a começar pela JBS.




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