Política

MORTOS POR COVID-19

Brasil tem 770 mortos por Covid-19 em 24h e quase 73 mil mortos, Bolsonaro é responsável

Há 58 dias sem ministro da Saúde, o Brasil registrou 770 mortes e 21.783 novas infecções do novo coronavírus nas últimas 24 horas. Há mais de um mês o Brasil tem cerca de mil mortes por dia, culpa da negligência de Bolsonaro.

terça-feira 14 de julho| Edição do dia

Imagem: Fotomontagem HP

Há 58 dias sem ministro da Saúde, o Brasil registrou 770 mortes e 21.783 novas infecções do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde. Com isso, o total de óbitos é de 72.921 e o de contaminações, de 1.887.959. O Mato Grosso foi o único Estado a não divulgar os números de novos casos e óbitos, até às 20h desta segunda-feira. Brasil do negacionista Bolsonaro lidera os mais de 100 mil mortos na América Latina. Nosso país sozinho possui mais da metade dos mortos e contaminados registrados, mas sabe-se que a subnotificação esconde dados que podem ser 7 a 15 vezes pior.

A contagem de casos e mortes por covid-19 no Brasil tende a desacelerar nos finais de semana e segundas, quando há um atraso nas notificações, e ganhar ritmo ao longo da semana, conforme os testes são processados. É claro que os número reais são muito maiores, pois faltam muitos testes no país e a sub-notificação é bastante grande.

A chegada do novo coronavírus no Brasil tem gerado uma série de efeitos sociais que estão diretamente relacionados com a desigualdade no país. Com efeito, em função da crescente precarização do trabalho, da vida e do sistema de saúde, os trabalhadores têm pagado o preço mais alto pela crise por conta da falta de políticas voltadas a combater a pandemia atual.

Além de São Paulo, outros 12 estados já ultrapassaram a marca de mil mortes pela covid-19. O estado do Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos, com 11.474 vítimas da doença. Se fosse um país, o Estado do Rio seria o 20º do mundo com mais infectados.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira, 13, que alguns países não têm aplicado as recomendações básicas de saúde para controle do novo coronavírus e que, caso essa situação continue, o quadro geral da pandemia vai piorar.

"Deixe-me ser direto: muitos países estão na direção errada. O vírus permanece como inimigo público número 1, mas a ação de muitas pessoas e governos não reflete isso", disse Tedros. "Se as medidas básicas não forem seguidas, a única direção que essa pandemia pode seguir é piorar, piorar e piorar."

Essa realidade atualiza a urgência de um plano sério para que não sejam os trabalhadores e a população pobre e negra a pagar por essa crise. Para os muitos milhões de desempregados e subempregados, que hoje estão entre os 40% de informais, é urgente não só a manutenção e pagamento sem demora do auxílio emergencial, como este deve ser elevado ao valor de 2 mil reais, para de fato auxiliar no sustento digno das famílias que necessitam.

Para responder à imensa fila por leitos e atendimento médico, é urgente unificar os hospitais, centros de saúde e laboratórios públicos e privados, sem privilégios aos mais ricos enquanto pobres e negros adoecem e morrem mais, como diversas pesquisas o comprovaram nas últimas semanas. Somente um SUS 100% estatal e controlado pelos próprios profissionais da saúde e especialistas pode dar uma resposta a essa crise e que sejam os capitalistas que a criaram que paguem por ela.




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