Política

PEC EMERGENCIAL

Bolsonaro, o Congresso e os Militares se unificam para aprovar ataques da PEC Emergencial

A "PEC Emergencial" de Bolsonaro, uma verdadeira bomba de ataques aos trabalhadores, vem sendo usada como moeda de troca e chantagem para o governo destravar o auxílio emergencial. Neste domingo, Bolsonaro, os presidentes do Congresso e alguns ministros se reuniram e definiram que a PEC será votada nos dias 2/3 e 3/3 no Senado.

segunda-feira 1º de março| Edição do dia

(Foto: Jair Messias Bolsonaro no Facebook)

Bolsonaro, Arthur Lira, Rodrigo Pacheco, o ministro da economia Paulo Guedes, além dos ministros militares Pazuello (Saúde), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) se reuniram nesse domingo para articular a votação da "PEC Emergencial".

O texto original da emenda, como denunciamos aqui, continha ataques extremamente absurdos, prevendo cortes na saúde e na educação no meio do pior momento da pandemia. Após ampla repercussão negativa, o governo, Congresso e Militares tiveram que recuar; mas não em definitivo.

Agora, todos esses 3 atores golpistas se unem para apresentar a PEC novamente para votação, mantendo ainda outra série de ataques que visam enriquecer ainda mais os banqueiros e os grandes empresários, mantendo os privilégios dos políticos e dos juízes, à custa da precarização de todo o serviço público do país.

Leia mais: Bolsonaro e Centrão mentem: é o lucro dos banqueiros que trava o auxílio emergencial

No meio dessa pandemia, com aumento gigantesco do desemprego e a precarização cada vez maior do trabalho, Bolsonaro e os golpistas tiram sarro da cara do trabalhador e, para aprovar um auxílio que em 4 meses não chega nem ao valor do salário mínimo, oferecem uma única saída: o ataque generalizado aos serviços públicos, enquanto por outro lado se mantém o pagamento da Dívida Pública, dinheiro que vai diretamente para os bolsos dos banqueiros.

Mas sabemos que essa não é a única saída. Os trabalhadores e todos aqueles que necessitam do auxílio emergencial, unificados, podem impor que se aprove um auxílio emergencial de verdade enquanto dure a pandemia. Atacando, aí sim, os lucros exorbitantes daqueles empresários que só crescem com a miséria da população.

Unificados, os trabalhadores podem impor a proibição das demissões e a revogação imediata de todos os ataques que foram aplicados nesse regime golpista, como as Reformas da Previdência e Trabalhista, a terceirização irrestrita e a PEC maldita do Teto de Gastos.

Porque são os capitalistas que devem pagar pela crise que eles criaram. Por isso é necessário e urgente interromper desde já o pagamento da Dívida Pública, totalmente fraudulenta e ilegal.

Para entender mais a relação entre a "PEC Emergencial" e a fraudulenta dívida pública, leia: Os ataques não ditos da PEC Emergencial




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