Política

BOLSONARO E A PEC 241

Bolsonaro desaponta "bolsominions" ao votar pela PEC 241

O deputado fascistoide Jair Bolsonaro (PSC), conhecido por ser ferrenho defensor da ditadura militar e da tortura, por suas posições machistas, LGBTfóbicas e anticomunistas, foi duramente questionado por seus fãs (popularmente conhecidos como “bolsominions”) por ter votado a favor da PEC 241, que institui teto aos gastos públicos por vinte anos, que ficou conhecida como a “PEC do fim do mundo”.

Fernando Pardal

@fepardal

quarta-feira 12 de outubro| Edição do dia

Há poucos dias, Bolsonaro havia gravado um vídeo (veja abaixo) em que criticava a PEC 241 em nome dos militares, dizendo, ao longo de quatro minutos, como estes haviam apoiado o impeachment contra o “comunismo”, e que a PEC congelaria seus salários, o que levaria à “proletarização das forças armadas”. Por isso, ele se colocava contra a medida do governo Temer.

Ele afirmou que não iria ao luxuoso jantar de Temer com dinheiro público para 200 deputados para convencê-lo a votar a favor da PEC. Mas depois compareceu a uma reunião mais “privada”, em que negociou sabe-se lá que privilégio pessoal para mudar seu voto. O argumento público de Bolsonaro para sua mudança de ideia é que “os integrantes das forças armadas não serão esquecidos” por Temer “numa futura e breve reformulação de sua carreira”. Em novo vídeo, ele apresentou sua defesa:

O seu filho, Eduardo Bolsonaro, também deputado federal, gravou um vídeo próprio defendendo a PEC 241, e culpando o “governo socialista” do PT pela necessidade de implementar uma medida tão dura e impopular:

Contudo, de forma surpreendente, os “bolsominions” – forma como são popularmente conhecidos os fãs do deputado conhecidos por “trollarem” na internet defendendo seu mote “Bolsonaro 2018” com o slogan “Bolsomito” – inundaram a página do seu “capitão” com centenas de comentários criticando seu apoio à PEC e a “traição” de Bolsonaro pai. Ele, por sua vez, justificou seu voto mais uma vez dizendo que não afetaria os militares, os únicos que importam para ele. Veja abaixo alguns comentários:

Bolsonaro deixa claro, mais uma vez, que seu voto é a serviço dos ricos, dos empresários, e que todo seu reacionarismo está a favor de combater os direitos dos trabalhadores, das mulheres, jovens, negros, LGBTs. Aos milhões que se iludem pensando que por trás de seu discurso fascista se esconde um “defensor do povo”, fica mais uma vez a lição de quem é seu “capitão”.




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