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CORONAVÍRUS

Bolsonaro, Witzel e Crivella deixaram o Rio de Janeiro sem leitos no pico da pandemia

Enquanto nesta segunda o país acumulou mais de 100 mil contaminados e 7000 mortos por coronavírus, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nessa manhã que não há mais leitos para internação de pacientes acometidos pela Covid-19. Os leitos que contam como livre no SUS são de unidades especializadas como maternidades, psiquiátricas e pediátricas.

segunda-feira 4 de maio| Edição do dia

No estado do Rio de Janeiro já houveram mil mortes e deve chegar aos piores momentos da pandemia nas próximas semanas, no país com a maior taxa de contágio e um dos que menos realizou testes para a população.

Bolsonaro, Witzel e Crivella são os verdadeiros culpados por todas as mortes que nós estamos vendo e o aumento que veremos no passar dos dias. A prefeitura anunciou que os 500 leitos que prometeu ainda estão chegando e que irá contratar 112 trabalhadores da saúde, medidas que não estão nem aos pés do que é necessário para um real enfrentamento à pandemia. Ao mesmo tempo, o Hospital Bonssucesso tem 240 leitos e apenas 35 estão ocupados e no Hospital Federal da Lagoa há 223 vagas de internação, e são utilizadas apenas 114, por falta de trabalhadores da saúde. No total, são mais de 800 leitos de hospitais federais no estado sem uso e o governo não contrata novos profissionais e dispensa e demite os antigos.

Enquanto isso, o ministro da saúde cancela a compra de mais de 15 mil respiradores para direcionar mais dinheiro público aos capitalistas e Bolsonaro segue em sua linha totalmente contrária ao enfrentamento à crise, participando de atos pela abertura de comércios e flexibilização do isolamento. A população que antes estava em uma quarentena medieval com a falta de testes massivos, onde muitas pessoas que ainda trabalhavam sem saber se estavam doentes ou não, contaminavam suas famílias e outras pessoas no caminho do trabalho, está sendo jogada cada vez mais cara a cara com o vírus com a flexibilização do isolamento.

Nem Witzel, nem Crivella, nem Bolsonaro estão com medidas de enfrentamento da crise. Para um verdadeiro enfrentamento é necessária a estatização de toda a rede privada de saúde, em um sistema único estatal sob controle dos próprios trabalhadores, junto à contratação emergencial de profissionais da saúde e a reconversão de toda a produção desnecessária para o momento para a produção de respiradores, álcool gel, máscaras e todo o tipo de materiais necessários para combater o vírus. Para isso, é necessária a revogação imediata da lei do teto de gastos.

Nós sabemos que Bolsonaro e os políticos anti-trabalhador não farão isso por conta própria, por isso, precisamos lutar urgentemente por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana para que o povo possa debater os rumos do país e de suas próprias vidas! Porque nossas vidas valem mais que o lucro dos capitalistas.




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