Política

Belém: mais de 1 milhão de eleitores escolhem entre Zenaldo (PSDB) e Edmilson (PSOL)

domingo 30 de outubro| Edição do dia

Mais de 1 milhão de eleitores de Belém vão as urnas neste domingo (30) para escolher quem será o prefeito da capital do Pará entre Edmilson Rodrigues, do PSOL, e Zenaldo Coutinho, do PSDB.

Ao todo 1.043.219 eleitores estão aptos, a votar, mas no primeiro turno o índice de abstenções foi elevado: 19%. A votação ocorre em 2.510 seções de 8h até as 17h, e a previsão é que o resultado seja divulgado antes das 18h do horário local.

Segundo pesquisa do Ibope realizada entre os dias 26 e 28 de outubro considerando apenas os votos válidos, ou seja, sem contar os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos, os candidatos estão empatados: Zenaldo (PSDB) tem 51% dos votos, e Edmilson (PSOL), tem 49%.

Belém único município do estado em que a decisão será em segundo turno - as outras 143 cidades do Pará já decidiram o chefe do executivo no último dia 2.

O tucano Zenaldo Coutinho tenta se posicionar na interna do PSDB entre Alckmin e Aécio Neves, a fim de com a prefeitura de Belém ser um agente político na disputa, o que lhe ajudaria a apagar os escândalos de corrupção em que está metido. No início de outubro o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) decidiu cassar a candidatura de Zenaldo e seu vice, Orlando Reis Pantoja, ambos do PSDB, ao segundo turno de Belém. Segundo o juiz Antonio Cláudio Von Lohrmann Cruz, os candidatos do PSDB usaram o site oficial da Prefeitura e um perfil oficial em rede social do município para fazer propaganda eleitoral em época proibida.

Como é de praxe para o reacionário Tribunal Eleitoral, comandado por Gilmar Mendes, a direita e os milionários tem caminho livre para atuar e seguir em suas negociatas corruptas.

Já Edmilson do PSOL, desde o início, mostrou que está disposto a aparecer como uma "candidatura responsável" para os empresários e capitalistas, tecendo uma coligação eleitoral com os partidos burgueses PPL, PV e PDT, como criticamos aqui. Esse tipo de política aceitável para a classe dominante, que não auxilia em nada a construção de uma superação do PT e sua conciliação de classes, não serve para derrotar a direita e usar a candidatura ao município como um posto de força e resistência, em base a mobilização dos trabalhadores e da juventude, contra a direita e o governo central do golpista Temer e seus ataques.

Veremos como se desenvolvem estes resultados na jornada eleitoral, que seguem imersas nas disputas internas ao regime político, a crise de representatividade e a contenda entre o Legislativo e Judiciário golpistas, além da impressionante luta dos estudantes secundaristas, das universidades e Institutos Federais contra a PEC 241 e a Escola Sem Partido, grande base para o desenvolvimento de uma esquerda independente do PT.




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