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Argentina: aumentam as denúncias contra Macri pelos Panamá Papers

O deputado federal da Frente para a Vitória, Norman Darío Martínez, apresentou ao juiz Casanello documentos que provariam a atividade das empresas offshore do presidente.

quinta-feira 19 de maio de 2016| Edição do dia

“Poderíamos estar na presença de uma manobra de lavagem de dinheiro utilizando uma rede de sociedades pertencentes ao grupo Macri criadas no nosso país, na República Federativa do Brasil e no paraíso fiscal das Bahamas”, assegurou o deputado da Frente para a Vitória, Norman Darío Martínez, em referência aos documentos com novos elementos que apresentou ontem nos tribunais de Comodoro Py para ampliar a denúncia que envolve o presidente Mauricio Macri no escândalo dos Panama Papers.

O legislador da província de Neuquén ressaltou que possui cópias das atas da empresa Owners do Brasil Participações LTDA, onde Fleg Trading compra sua participação a Socma Americana SA por mais de 9 milhões de dólares.

“Para que as operações do Grupo Macri descritas em minha apresentação não constituam algo ilícito, deveria provar-se que os fundos que Fleg Trading LTD investiu na empresa Owners são de origem transparente. Ainda que, como veremos mais adiante, tratando-se de todas as empresas de um mesmo grupo, não se justificaria a engenharia corporativista de transferir 9,3 milhões de dólares a uma sociedade dos Bahamas, para logo comprar ações de empresas deles mesmos no Brasil”, detalhou Martinez, em declarações a Radio 10.

Além de aparecer como diretor da Fleg Trading, empresa com sede nos Bahamas, Macri também figura como diretor executivo da empresa Kagemusha na denúncia por “omissão maliciosa” que está a cargo do juíz Sebastián Casanello, que no dia 10 de maio ordenou às entidades financeiras do país que informem sobre as contas bancárias do presidente.

“Existe algo mais importante que o ocultamento da informação. Aqui há uma metodologia de criar sociedades para evasão de impostos e lavagem de dinheiro. O presidente deverá explicar isso perante a Justiça”, finalizou o deputado Martinez.
Até o momento, Macri se referiu ao assunto dos Panama Papers apenas em uma oportunidade, para assegurar que não tem “nada que ocultar”, e pôr-se à espera da justiça.

Tradução: Artur Lins




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