Ajudando Bolsonaro, PDT de Ciro revela como pretende apoiar a Reforma da Previdência

O deputado federal Mauro Benevides, do PDT do Ceará, considera que a contribuição patronal é essencial para o partido apoiar a reforma.

quinta-feira 21 de fevereiro| Edição do dia

O presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) entregou o projeto na terça (19) e os partidos já começam a ver suas posições. Para o deputado Benevides do PDT do Ceará, que é candidato convidado por Maia (DEM) à presidência da Comissão de Seguridade Social e Família, o modelo de capitalização que inclua contribuição patronal é o que define o apoio do partido ao projeto proposto por Bolsonaro.

A confluência do PDT com Bolsonaro está no modelo de capitalização. Nesse modelo cada indivíduo fica encarregado de sua própria poupança, além de entregar a gestão para os banqueiros através de fundos de pensão privados. Aplicado de forma pioneira na ditadura de Pinochet no Chile dos anos 70, o modelo mostra-se hoje em dia um desastre com míseros rendimentos aos trabalhadores ( em torno de 40% do salário mínimo do país).

Aqui no Brasil, na cidade de São Paulo, esse modelo de capitalização foi aprovado recentemente pela prefeitura do tucano Bruno Covas, com muita repressão sob os professores e servidores municipais, e após Doria ser freado pela mobilização dessas categorias. É dessa política rejeitada pelos trabalhadores que Ciro, o oligarca cearense, se propõe a ser um interlocutor, colaborando para sua aprovação. Agora, com o adendo da contribuição da patronal, que, como vemos, não nega, mas se soma ao projeto que fará que os brasileiros trabalhem até morrer.

A única forma de barrar a Reforma da Previdência é no terreno da luta dos trabalhadores. Contra a passividade e a trégua das centrais sindicais dirigidas pelo PT e PCdoB, CUT e CTB, é preciso um plano de lutas sério, que organize nossas forças. Nenhuma oposição parlamentar irá resolver o que somente a nossa luta pode colocar fim: os ataques que esse governo quer impor. Precisamos rechaçar a linha das direções dos grandes sindicatos brasileiros e do PDT de propor projetos de reforma da previdência, a resistência parlamentar é uma grande falácia sem estar ligada à força das mulheres nas ruas, em cada local de trabalho atuando com nossos próprios métodos.




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