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Sábado 14 de Diciembre de 2019
09:03 hs.

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GOVERNO BOLSONARO
Bolsonaro ataca servidores ambientais e os ameaça lembrando os assassinatos da ditadura
Redação
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Em uma live veiculada nas redes sociais, Bolsonaro atacou os servidores ambientais fazendo referência às execuções da ditadura. Ao seu lado, estava Luciano Hang, dono da Havan processado por assediar seus funcionários à votar em Bolsonaro. Hang queixava-se da dificuldade de conseguir uma licença ambiental para a construção de uma loja em RS. Bolsonaro veio à seu socorro atacando os servidores ambientais, os fiscais, lotados no Ibama, ICMBio e outros orgãos:

"Quem atrapalhar o progresso vai atrapalhar na ponta de praia, aqui não!", disse o Bolsonaro.

"Ponta de praia" é uma referência a um local utilizado para realizar as criminosas torturas e execuções de opositores pelo regime da ditadura militar. Refere-se a uma base da Marinha na Restinga de Marambaia (RJ).

Mas Bolsonaro não parou aí, e disse que se pudesse "cortava a cabeça": "Eu tenho ascendência, porque os diretores, o presidente têm mandato, porque se não tivessem, eu cortava a cabeça mesmo".

Toda esta bravata com servidores da área ambiental se dá no marco de que, desde o início do governo, o ICMBio e o IBAMA estão sofrendo fortíssima intervenção de Bolsonaro. Com remoções arbitrárias de servidores dos parques como o de Fernando de Noronha (PE) e Aparados da Serra (RS), até a troca de chefias destes institutos colocando policiais militares e pessoal não especializado tem com o objetivo de acabar com o trabalho dos fiscais pela via direta da repressão.

Bolsonaro também, até hoje, se ressente pela multa que recebeu por praticar pesca ilegal. Tanto é que o servidor responsável por multá-lo foi exonerado neste processo de perseguição.

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Mas é claro, Bolsonaro foi muito mais longe que isso: até o momento a impunidade de latifundiários que cometeram um crime ambiental sem precedentes, o "dia do fogo", na Amazônia, é flagrante deste governo.

Da mesma maneira, Brumadinho segue sendo um grave crime ambiental o qual o governo passou um pano para as empresas mineradoras: são centenas as barragens que continuam a funcionar a céu aberto colocando a população de dezenas de cidades inteiras sob risco.

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E sobre o vazamento de óleo que afetou todos estados do Nordeste, o governo segue sem apontar uma investigação satisfatória. Acusou o navio grego que por sua vez afirma que até o momento sequer recebeu notificação por parte do governo.

A verdadeira preocupação ambiental deste governo podemos ver através da atitude de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que ainda em meio à toda crise com o vazamento do óleo, foi tomar um refresco no litoral paulista. Um verdadeiro escárnio com a população brasileira, com as vítimas destas tragédias, com a natureza que é destruída pela de lucro capitalista.

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