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SUPLEMENTO DA FT-QI

Venezuela: Liga de Trabalhadores por el Socialismo (LTS)

quinta-feira 16 de maio| Edição do dia

A Venezuela está atravessada por uma obscena agressão imperialista e uma ofensiva golpista com o apoio do direitismo continental, tendo a direita nativa como sua ponta de lança. Uma investida que teve seu ponto alto no dia 23 de janeiro, com a autoproclamação de Juan Guaidó como “presidente encarregado” e o 23 de fevereiro, com a grotesca operação “ajuda humanitária”. Um golpe que se não se concretizou foi apenas porque as sucessivas tentativas de quebrar as Forças Armadas fracassaram, que pelos seus próprios interesses mantiveram sua lealdade a Maduro.

A direita e o imperialismo buscam tirar proveito da enorme catástrofe econômica e social que vive o país, assim como do cansaço das massas com as políticas anti-operárias, antipopulares e repressivas de Maduro. Trata-se de um governo que tem descarregado uma brutal crise sobre as costas do povo, provocando um sofrimento extremo, para sustentar uma reacionária casta cívico-militar, que mantém o povo sob um estado de exceção permanente, liquidou conquistas históricas reduzindo o salário mínimo a menos de 4 dólares; e que logo após o fracasso do golpe, mais uma vez fez uso extensivo das forças paraestatais para reprimir em momentos em que a catástrofe se aprofundou ainda mais.

A Liga dos Trabalhadores pelo Socialismo (LTS) e o La Izquierda Diário – que recebe uma média de quase 20 mil visitas mensais – teve uma política ativa para enfrentar a agressão imperialista e sua ofensiva golpista, mas que em nenhum momento implicou dar qualquer aval ou apoio político ao governo Maduro. Ao mesmo tempo, levantamos um programa operário e popular de emergência frente ao sofrimento das massas e por uma saída própria dos trabalhadores. Além disso, participamos ativamente com uma dura luta política na Intersetorial de Trabalhadores da Venezuela, impulsionando uma política de independência de classe para evitar que esse espaço, que surgiu no calor das lutas de 2018, seja utilizado como eixo auxiliar ao golpismo de Guaidó. Lutamos pela construção de um partido revolucionário, e pela independência política da classe trabalhadora e por um governo de trabalhadores e do povo pobre, única maneira de dar uma saída progressista à atual catástrofe vivida no país, e frente à agressão imperialista.




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