UFRJ pode parar por falta de repasse de verba do MEC

Com o aprofundamento dos ataques no Governo Bolsonaro às universidades, UFRJ pode parar por falta de repasse de verba do MEC.

sábado 3 de agosto| Edição do dia

A cada dia os ataques do atual Governo às universidades vem se efetivando, nesta sexta-feira (2) em meio a cerimônia de posse da nova direção da Coppe/UFRJ, um dos assuntos foi o risco da universidade parar por falta de repasse de verba do MEC.

Não é novidade que o governo Bolsonaro quer acabar com os sonhos de milhares de universitários de se formarem, atacando diretamente as universidades públicas através dos cortes de verbas e precarização do ensino. Segundo a reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Denise Carvalho, comunicou hoje (02/08) que a universidade pode parar de funcionar caso o MEC não repasse os 15 dos 25 milhões que a UFRJ teria direito no mês passado para pagar os serviços contratados de manutenção como limpeza e segurança, que estão com pagamento em atraso há dois meses.

Na mesma linha de ataque às universidades, o governo apresentou o mês passado a proposta de um projeto de lei com o programa Future-se, que tem o objetivo repassar o controle das universidades públicas nas mãos dos setores privados, que até o final irá avançar ainda mais que os estudantes não tenham mais o direito de universidade gratuita e de qualidade.

O mês de maio demonstrou a força existente do movimento estudantil para barrar os ataques desse governo com as manifestações nos dias 15 e 30, onde milhares de estudantes superaram as manobras das centrais sindicais e tomaram as ruas de todo o país.

É preciso organizar todos os estudantes com o conjunto da classe trabalhadora, nos locais de estudos e trabalho através de assembleias e comitês, para que no próximo dia 13/08 onde está sendo chamado um ato pela União Nacional dos Estudantes – UNE, possa de fato dar uma resposta aos ataques na educação e derrotar a reforma da previdência, para isso é preciso que a UNE e a centrais sindicais estejam dispostos a não continuarem conciliando nossos direitos com o governo Bolsonaro, e organizem os estudante e trabalhadores de todo o país.




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