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Trump ameaça extinguir o acordo com Cuba

O presidente eleito dos Estados Unidos afirmou hoje que extinguirá o acordo com Cuba, caso não haja mudanças que, para ele, beneficiem tanto o povo cubano como aos cubano-americanos.

segunda-feira 28 de novembro| Edição do dia

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que dará fim ao “acordo” com Cuba caso o Governo da ilha não esteja aberto a melhorá-lo.

“Se Cuba não está disposta a fazer um acordo melhor para o povo cubano e os cubano-americanos em seu conjunto, darei fim ao acordo”, escreveu hoje Trump em sua conta no Twitter.

Seu futuro chefe de gabinete, Reince Priebus, disse no domingo que Trump irá aguardar para ver “alguns movimentos” do governo cubano quanto a liberdade na ilha para decidir como será sua relação, e caso não haja melhoras, reverterá a “aproximação” entre ambas nações iniciada em dezembro de 2014.

“Não vamos manter um acordo unilateral procedente de Cuba sem algumas mudanças em seu Governo”, afirmou Priebus para o canal Fox.

Ao tomar conhecimento da morte de Fidel Castro, Trump escreveu um tweet onde, simplesmente dizia: “Fidel Castro está morto!”, com um tom eufórico. Depois emitiu um comunicado onde qualificou Castro de “brutal ditador” e prometeu que seu governo fará “todo o possível para assegurar que o povo de Cuba possa iniciar finalmente seu caminho rumo a prosperidade e a liberdade”.

No comunicado, o magnata disse que Castro “oprimiu seu próprio povo” e deixou “ um legado de fuzilamentos, roubo, sofrimento inimaginável, pobreza e negação dos direitos humanos fundamentais”.

Além disso, Trump relembrou que durante a campanha eleitoral recebeu o respaldo da Associação de Veteranos da Baía de Porcos (Brigada 2506), exilados anticastristas que participaram da fracassada invasão da Baía de Porcos (Cuba) em 1961.

Desde dezembro de 2014, os governos de Obama e Raúl Castro restabeleceram as relações diplomáticas, abriram embaixadas nas respectivas capitais e foram reabertas as rotas de voos comerciais diretos entre ambos países, entre outros progressos. Obama se transformou no primeiro presidente em exercício a visitar a ilha, ainda que sem concretizar uma reunião com Fidel Castro.




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