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HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA USP

Trabalhadores do HU-USP realizam ato para denunciar a falta de EPIs, testes e por contratações

Trabalhadores do Hospital Universitário da USP organizaram já pela segunda vez um ato para denunciar as péssimas condições de trabalho a que estão expostos em meio a pandemia. Como parte das iniciativas tiradas por um comitê interno dos trabalhadores do hospital também foi promovido um twittaço com a #HUdaUSPemLuta chegando a 13º entre os assuntos mais comentados.

quarta-feira 6 de maio| Edição do dia

No dia de hoje, os trabalhadores do HU organizaram mais um ato para denunciar as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos. Como já haviam denunciado anteriormente, a situação de falta de EPIs, da não realização de testes, da permanência no trabalho de pessoas de grupo de risco, tudo isso se mantém, junto a novos ataques anunciados pela superintendência do HU.

Contra todo esse gritante descaso desde a administração do hospital até políticos como Doria, responsável direto pelo sucateamento do HU, os trabalhadores decidiram impulsionar um comitê interno de auto-organização, cuja primeira iniciativa foi a organização desse ato e de um twittaço para escancarar as condições precárias. A #HUdaUSPemLuta chegou a 13º lugar nos assuntos mais comentados da rede social, mostrando o êxito da iniciativa. Já ato teve uma paralisação parcial de 4h, em que os trabalhadores se manifestaram e fizeram falas na frente do hospital, e chegou a ser noticiado pela Globo. O Esquerda Diário esteve presente na cobertura desde o início do protesto.

Em suas falas os trabalhadores do HU denunciaram a política de restrição das máscaras, que para os profissionais que tem contato direto com os pacientes são distribuídos apenas 1 ao dia, sendo que o uso correto prevê 1 máscara a cada 2 horas. Além disso, para os trabalhadores de outros setores que não tem contato direto com pacientes, a superintendência escandalosamente passou a orientação de que não é necessário o uso de máscaras, mesmo dentro de um ambiente de maior exposição como hospitais.

Essa política escancara o descaso da superintendência do HU e da reitoria em relação as vidas dos trabalhadores que estão na linha de frente do combate contra o coronavírus. Não são apenas os médicos e enfermeiros que podem ser considerados profissionais de saúde, todos os trabalhadores no hospital são parte essencial de seu funcionamento, e nesse contexto de pandemia precisam ter a disposição todos os materiais de proteção individual para trabalharem com segurança.

Mas o que esperar de uma política que há anos sucateia o HU e a saúde pública como um todo, e mesmo no atual momento anuncia novos ataques, como o anúncio de que parte do setor de nutrição será terceirizado e demitido. Ao atacar neste momento os trabalhadores que são linha de frente do combate ao coronavírus, os políticos capitalistas mostram toda sua demagogia, de quem se diz em defesa das vidas, mas sacrifica aqueles que verdadeiramente travam a batalha contra o vírus.







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