Mundo Operário

TERCEIRIZAÇÃO MATA

Trabalhador terceirizado da Light morre eletrocutado no Rio de Janeiro

Juan Pablo Díaz Vio

RIO DE JANEIRO

terça-feira 20 de dezembro de 2016| Edição do dia

Na tarde de ontem segunda-feira 19 de dezembro o eletricista Leandro Ferreira de Matos morreu eletrocutado. Leandro era trabalhador terceirizado da empresa ’Rio Energia’ que presta serviços à Light. Morreu fazendo manutenção num poste na Avenida Padre Guilherme Decaminada, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

É mais uma vida que a terceirização toma da classe trabalhadora. A terceirização é uma forma de precarização das condições de vida e de trabalho de mais de 13 milhões de brasileiros. O esquerda diário vem denunciando desde 2014 o trabalho terceirizado, que permite que as empresas, tanto a contratante como a prestadora de serviços não se responsabilizem pela segurança dos trabalhadores.

A terceirização é um mecanismo para aumentar os lucros dos capitalistas mas também para dividir a classe trabalhadora. Com a terceirização, esses trabalhadores são considerados de “2º ou 3º classe” recebendo salários menores, menos direitos, mais demissões, e como vemos na crise calamitosa do estado do Rio de janeiro que já começa tomar forma concreta também nos municípios do estado, os salários dos terceirizados podem atrasar vários meses. A solução do estado, como vimos no caso do Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ, é trocar a empresa e deixar centenas de trabalhadores na rua sem ter recebido vários meses de salário.
Segundo pesquisa do Dieese, de 2014, a remuneração para terceirizados é em média 24,7% inferior à de trabalhadores diretos. A maioria dos terceirizados são mulheres, negros, LGBTs e imigrantes.

Agora, Temer quer precarizar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores, acabando com a CLT, permitindo a demissão com multa menor, contrato de trabalho por hora e sem jornada definida e o contrato temporário de 180 dias. Estas são algumas das medidas de ataque contra as condições de vida da classe trabalhadora, além, claro da reforma da previdência.

O MRT organização que impulsiona o Esquerda Diário, vem lutando há mais de 10 anos junto de trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas, defendendo melhores condições de trabalho, mas sobre tudo pela efetivação imediata e sem concurso de todos os trabalhadores terceirizados com iguais salários e direitos. Para que os mais de 13 milhões de trabalhadores terceirizados não sobram com a precarização da vida em nome da sede de lucro e da exploração capitalista.




Tópicos relacionados

Terceirização   /    Rio de Janeiro   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar