Educação

PROFESSORES RS

Tomar a greve em nossas mãos no RS! A educação vale mais que os lucros deles!

"A luta dos trabalhadores em educação é uma luta de todo o conjunto da classe trabalhadora gaúcha e passa pelo conjunto dos trabalhadores e da juventude para golpear profundamente e derrubar o governo Sartori"

sexta-feira 4 de agosto| Edição do dia

O estado do Rio Grande do Sul vive uma profunda crise econômica há tempos. Desde os graves índices de desemprego da zona metropolitana da capital até a onda de demissões que assola cidades operárias como Caxias do Sul, a estratégia dos poderosos em “resolver” essa crise tem sido descarregá-la nas costas dos trabalhadores e do povo pobre. É assim no RS e em outros estados afetados pela crise capitalista. Os parcelamentos de salário são parte dessa estratégia, bem como todo o projeto de privatizações e demissões em massa que Sartori vem tentando aprovar desde o ano passado.

De um lado estão governo e os ricos. Do outro está a larga maioria da população, trabalhadores e a juventude. Nós, professores do estado, já estamos cansados de receber parcelado, de ter nosso salário reduzido, de sofrermos perseguições nas escolas, de termos nossos planos de carreira ameaçados… somado a tudo isso, temos um sindicato traidor que semeia ilusões no conjunto dos trabalhadores, dizendo que basta trocar o Sartori por outro mais bem preparado, petista, que os problemas da categoria serão resolvidos. Ano após ano o sindicato se utiliza das mobilizações da categoria para sua estratégia eleitoreira para eleger algum petista que, relembrando a antiga experiência, sabemos que também está contra os interesses da categoria.

A luta pela integralização do nosso salário, pelo nosso plano de carreira, em defesa do emprego, pela contratação dos professores terceirizados, pelo fim dos assédios nas escolas, etc., tudo isso só será conquistado com a nossa luta. Governo nenhum, ainda mais em momento de crise tão aguda quanto essa, vai ceder de mão beijada essas conquistas. E as nossas greves e mobilizações devem estar a serviço disso. Mas para avançar na luta, nos deparamos com outro empecilho: a direção central do sindicato.

Não bastasse o histórico de traições, escancarado na antidemocrática e autoritária atuação da direção (PT/PCdoB) em 2015 na assembleia do Pepsi on Stage, agora a direção central leva a categoria para mais uma greve sem prepará-la seriamente. A lista de absurdos da direção central é sem limites: imobilismo para lutar contra as reformas de Temer, a paralisia para organizar uma greve como verdadeira batalha de classe contra o governo, a burocratização do sindicato e a impossibilidade de professores não associados votarem nas assembleias…

A verdade é que ano após ano o sindicato aposta mais nas eleições burguesas do que na força da categoria e dos trabalhadores. Na última assembleia, por exemplo, chamou unidade com os municipários, mas logo despachou os ônibus da capital para voltarem às suas cidades antes que os professores pudessem participar do ato junto aos municipários. Agora o sindicato manobra para mudar de lugar uma assembleia que poderia preparar uma greve de fato, mas muda de lugar apenas para enterrar a mobilização, confundir a categoria e impedir com que professores não sindicalizados possam participar

Urge uma luta efetiva por cada escola do RS, para que a categoria tome para si a luta em suas mãos, pois sem isso a greve não possui condições de ser uma ferramenta de real combate ao governo do estado e torna-se mera tática de desgaste do governo Sartori manobrada pela direção central do Cpers (CUT e CTB), visando as eleições de 2018 como se isso pudesse resolver a situação da classe trabalhadora gaúcha.

Precisamos de uma greve que faça frente não só ao governo, mas também à direção do sindicato. O caminho disso ocorrer é tomando a greve nas nossas mãos, elegendo representantes do comando de greve em cada escola. Daí poderemos conectar a direção da greve com a base da categoria, expressando a realidade do que ocorre na greve. Dissolver o conselho geral do CPERS durante a greve, para que os rumos da luta sejam decididos realmente por todo o conjunto da categoria e não de forma burocrática como acontece no CPERS, onde a assembleia torna-se um mero instrumento para legitimar as manobras burocráticas de um conselho composto majoritariamente pelas forças políticas. Por isso defendemos uma assembleia realmente democrática com direto de voto de todos os trabalhadores em educação do RS, sejam eles sindicalizados ou não.

E não basta fazermos uma luta isolada. Temos que defender a integralização do salário com todas as nossas forças, mas devemos nos unificar com os municipários de Porto Alegre que hoje estão numa dura luta contra Marchezan, com os rodoviários que estão sofrendo duros ataques também, com o conjunto do funcionalismo público que sofre nas mãos do Sartori e com a juventude que hoje também batalha cotidianamente nas escolas. Sem a unificação de todos os setores em luta, dificilmente vamos vencer essas batalhas.

A luta dos trabalhadores em educação é uma luta de todo o conjunto da classe trabalhadora gaúcha e passa pelo conjunto dos trabalhadores e da juventude para golpear profundamente e derrubar o governo Sartori.

Daí a necessidade de fazermos da nossa luta um grande grito em defesa dos interesses da maioria, que derrube Sartori e imponha uma outra agenda, oposta à de parcelamentos, demissões e privatizações do Piratini, uma agenda em defesa de toda a população trabalhadora, que deixe bem claro que a educação e a vida dos trabalhadores vale mais do que os lucros deles.

TOMAR A GREVE JÁ EM NOSSAS MÃOS!
A LUTA DOS PROFESSORES É A LUTA DE TODOS OS TRABALHADORES!
DERRUBAR O GOVERNO SARTORI!
QUE OS RICOS PAGUEM PELA CRISE!
NOSSAS VIDAS VALEM MAIS QUE OS LUCROS DELES!




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