Política

Temer admite que novo ministro do Turismo "cometeu crime institucional"

quinta-feira 6 de outubro| Edição do dia

O deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL) tomou posse nesta quarta-feira (5) como ministro do Turismo, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Michel Temer. A nomeação do peemedebista foi publicada na edição desta quarta do "Diário Oficial da União".

Dando sua opinião "como jurista", Temer afirmou que "o crime dele não foi um crime pessoal, foi um crime mais institucional", mas disse que confia na absolvição pelo STF. "O novo ministro do turismo não está envolvido na Lava-Jato. O governo sempre vai prestigiar a Lava-Jato." Nada impossível, dado o caráter pró-golpe institucional da Lava Jato e de Sérgio Moro.

Como dissemos aqui, Beltrão é réu no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica desde a época que foi prefeito de Coruripe (AL), entre 2005 e 2012. Pela denúncia do Ministério Público, Beltrão teria fraudado informações sobre a dívida do município com a Previdência para impedir o bloquei de verbas da União.

Mesmo com as denúncias contra o novo ministro, o governo Temer bancou seu nome para assumir o cargo. Mais uma prova do envolvimento de figuras ligadas ao governo golpista com a corrução. Porém, ao que parece, o caso de Beltrão a investigação não faz parte da Operação Lava Jato e nem do interesse do judiciário seletivo que age como árbitro na arena política, poupando políticos da direita e golpistas.

O posto de ministro do Turismo vinha sendo exercido interinamente por Alberto Alves desde a saída de Henrique Eduardo Alves em março. O ex-ministro pediu para sair do governo depois de ser apontado por um dos delatores da Lava Jato, ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, como recebedor de 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.




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