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TSE ajuda Bolsonaro a manter outdoor de campanha antecipada no interior da Bahia

Um outdoor bastante elogioso ao pré-candidato a presidência da República, o reacionário e conservador Jair Bolsonaro, foi instalado no interior da Bahia para promover a figura deste homofóbico presidenciável. O TSE, no entanto, não entendeu como campanha eleitoral antecipada, por se tratar de um cartaz que circula nas redes sociais fazendo apologia as “virtudes” (?) de Bolsonaro.

terça-feira 30 de janeiro| Edição do dia

O vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro do STF Luiz Fux, foi contra o Ministério Público Eleitoral, que solicitava a retirada de outdoors que reforçavam a propaganda eleitoral logo no começo do ano.

O ministro argumenta que a apologia das “virtudes” dos pré-candidatos não configura campanha eleitoral. Sua argumentação é feita com base na Nova Lei Eleitoral, de 2015, que inclui como atos lícitos de um pré-candidato a participação em entrevistas e eventos fechados (à revelia de caráter partidário), divulgação de opiniões pessoais e prévias partidárias, entre outras coisas.

Tendo em vista que Bolsonaro já é bastante conhecido pelas redes sociais, a mais de dois anos com campanhas promovidas por seus bolsominions e robôs de internet (#Bolsonaro2018), e observando seus discursos pelo país em clubes, círculos militares, eventos de visita a cidades e divulgações diversas, não há nada de virtuoso a ser ilustrado sobre este candidato. Colaborando com seus admiradores, o TSE permite que uma propaganda que tenta ligar a imagem do candidato ao seu discurso demagógico de que ele irá botar ordem na corrupção.

Reivindicando o período militar, Bolsonaro esconde um dos períodos onde a corrupção ocorria solta, de modo que quem quisesse questionar ou denunciar os militares, era perseguido e até assassinado. Os casos atuais de enriquecimento com a política demonstram que Bolsonaro é uma opção da velha política corrupta de hoje que o período militar aflorou.




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