Sociedade

SAÚDE É DIREITO

Sua doença é o lucro deles: convênio cobra milhões por mulher ter sofrido aborto espontâneo

A transformação da saúde em mercadoria e a privatização dos serviços de saúde de forma integral cobra seu preço. E para as mulheres, ele é bem caro.

sexta-feira 9 de março| Edição do dia

Através de uma matéria postada no Huff Post, uma mulher denunciou o mais alto grau da medicina do capital, baseada no lucro incessante sobre toda e qualquer condição dos indivíduos. O relato, que pode ser lido em sua versão original (em inglês) aqui, mostrando tudo que enfrentou contra os convênios por ter sofrido um aborto espotâneo.

A mulher relata que recebeu uma conta milionária por procedimentos hospitalares que teve que realizar devido às complicações do aborto espontâneo. As complicações apareceram depois de dois anos do que ocorreu e o convênio afirmou "desconhecer tal complicação" e por isso, não cobriu os gastos.

O caso aconteceu nos EUA, onde a saúde é completamente privatizada e seu acesso se dá por vias de convênios médicos. Todo e qualquer procedimento é pago: desde ambulância até as internações, exames e tratamentos.

"A conta que chegou, endereçada muito corretamente para minha caixa postal, ameaçava que a correspondência seguinte seria de um serviço de cobrança judicial. Como era a primeira notícia que eu tinha sobre o assunto havia dois anos, eu imaginara, equivocadamente, que isso já tivesse sido resolvido havia muito tempo. Abri a conta, deixei minhas chaves caírem sobre a mesa e me deixei cair sobre uma cadeira da cozinha, me sentindo carregada de volta para 2016, enquanto digitava o número do convênio médico, dizendo a mim mesma que o convênio só podia ter cometido um erro.", relata Ramirez.

A saúde que é um direito básico, transformada em mercadoria no capitalismo, é negada todos os dias e todos os lugares. Nos EUA, casos chocantes como esse sempre circulam nas mídias, denunciando a miséria dos serviços de saúde e como a privatização dos serviços de saúde acabam selecionando, no final das contas, quem vive e quem não vive.

Ramirez tentou comprovar de todas as maneiras que havia sofrido um aborto espontâneo e que a conta de milhares de dólares, que vinham pelo uso desde da ambulância que a socorreu até os exames caríssimos que havia realizado, deveria ser paga pelo convênio.

A privatização dos serviços de saúde cobra seu preço e cobra caro, ainda mais para mulheres. Os mais pobres, sem dinheiro para convênio, ficam completamente vulneráveis e se expõe a diversos riscos para não ser mais um a contrair dívidas bilionárias com as empresas de saúde.

Saúde é um direito que dever ser garantido à todos. Deve ser de qualidade e gratuito, capaz não apenas de curar e prestar assistência, como também capaz de prevenir as doenças que hoje são grandes fontes de lucros para as indústrias farmacêuticas.




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