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BRUMADINHO

Sobem os números da ruptura da barragem da Vale: 9 mortes confirmadas e 413 desaparecidos

Exigimos máxima mobilização para salvar as vidas dos afetados e aparição de todos desaparecidos, e responsabilizamos a Vale e os governos por esse novo crime socioambiental ocorrido em Brumadinho.

sábado 26 de janeiro| Edição do dia

Foto: Reprodução/Globo

Depois da ruptura da barragem da Mina do Feijão em Brumadinho ontem (26), até o momento, segundo dados do governo estadual já são contabilizadas 9 mortes e 413 trabalhadores da Vale estão desaparecidos, dos quais 90 são terceirizados. Há grande possibilidade de que a maioria das vítimas sejam trabalhadores da Vale.

É provável que os números superem os da tragédia de Mariana, em novembro de 2015, quando 19 pessoas morreram em decorrência direta do rompimento.

Leia também: De Mariana a Brumadinho: quantas vidas, rios e cidades a Vale ainda vai destruir?

O governador de MG, Romeu Zema, disse que "só vamos encontrar corpos", e, afirmando que as forças despendidas em MG já são suficientes, negou ajuda de outros estados e da união: "vamos sim, precisar de ajuda, muito provavelmente, a partir de segunda-feira, com cães farejadores para resgatar os corpos".

Exigimos máxima mobilização para salvar as vidas dos afetados e aparição de todos desaparecidos. Pela re-estatização da Vale sob controle dos trabalhadores e da população atingida pelas barragens, sem pagamento de indenização, para pôr fim à barbárie do lucro dos capitalistas valer mais que as vidas dos trabalhadores e da população.

Leia também: Saldo da privatização da Vale: mortes, destruição e R$320 bilhões para os banqueiros




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