Política

GOVERNO GOLPISTA

Serra recebe executivos da Shell para fechar entrega do pré-sal

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

domingo 28 de agosto| Edição do dia

O ministro golpista de Relações Exteriores José Serra reuniu – se, ás 16h da quinta – feira, com o presidente da Shell Brasil Petróleo, André Araújo, e o vice – presidente mundial da Royal Dutch Shell, Andrew Bown. O encontro consta na agenda oficial de Serra, porém o teor da conversa não foi divulgado pela assessoria do tucano, muito menos pela grande empresa que esta com os olhos voltados para a votação do golpe.

André Araújo foi recebido na mesma situação pelo ex – ministro da Casa Civil Jacques Wagner em 13 de novembro de 2015. No último ano, o executivo vem dando entrevistas no sentido de reafirmar o interesse da Shell em investir no Brasil, desse que o PLS 131, apresentado por Serra e já aprovado no Senado, seja avalizado pela Câmara e sancionado pelo golpista Michel Temer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia DEM, confirmou ao Estadão desta sexta feira que o PLS 131 é prioridade na próxima semana, quando o impeachment de Dilma já terá um desfecho conhecido.

A essência do projeto acaba com a presença obrigatória a Petrobras na exploração de todas as áreas do pré – sal – pelo atual regime de partilha, a estatal brasileira tinha direito a 30% de participação. Pelo projeto de Serra, o capital estrangeiro pode ter direito a 100%. Além da redução o papel da Petrobras no Pré – Sal, o projeto vai acabar com a exigência de contratação e conteúdo local na fabricação de equipamento, outra demanda pública da Shell.

O interesse dos golpistas em impor suas medidas entreguistas e privatistas, tem como objetivo central em dar mais espaço para as grandes empresas imperialistas no "mercado’" brasileiro. A política de privatização planejada pelo o golpista José Serra, que aprofunda as medidas privatistas que foram tomadas pelo o governo de Dilma e Lula, são um verdadeiro ataque aos serviços públicos utilizados pelos os trabalhadores, pois todo o dinheiro que deveria ir para áreas como educação e saúde pública vai para os bolsos dos grandes empresários da Shell.

Por sua vez, a Operação Lava Jato mostra a sua verdadeira cara. Longe de combater a corrupção que de fato existiu na Petrobras, a operação liderada pelo juiz Sergio Moro serviu para espaço para que esta privatização acontecesse. Conforme denunciamos em outros artigos neste site, a mesma Shell que hoje negocia com o ministro golpista José Serra está por trás do Juiz Sergio Moro.

Sérgio Moro não investigou qualquer uma das multinacionais que controlam a operação de navios-sonda ou as operações nas plataformas, como a Halliburton, Schlumberg e a Transocean. Dizer mais seria acender uma lanterna em plena luz do dia: trata-se da mais eminente política pró-imperialista de direita no país.

A medida de aprofundar o regime de partilha do pré – sal proposta pelo golpista José Serra que permite que empresas imperialistas explorem um recurso nacional é uma das medidas que o governo de Temer está pretendendo impor para convencer o imperialismo que podem atender o seu desejo. A direita só vai conseguir uma suposta estabilidade para o país, através de medidas privatistas e ataques aos direitos dos trabalhadores.

É preciso urgentemente um plano de luta contra a privatização e os ataques que o governo golpista está orquestrando. Que a CUT rompa com a sua paralisia, por conta de apoiar uma ‘’oposição responsável’’ que quer posar como uma alternativa para os grandes empresários e banqueiros. É preciso também que a Força Sindical rompa o seu atrelamento com o governo golpista de Michel Temer.

A saída para a atual crise da Petrobrás passa primeiramente se enfrentar contra a privatização, mas também é preciso lutar por uma empresa 100% estatal controlada pelo os trabalhadores. Para nós, o único meio de se conseguir esta demanda é por meio de Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade.




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